Quinta-feira, 04 de Junho de 2020
PRECARIEDADE

Servidores do Samu voltam a denunciar más condições de trabalho

Categoria pede a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios e ameaça paralisar as atividades caso as reivindicações não sejam atendidas pela Secretaria Municipal de Saúde



samu-emerg_ncia_76982698-9E15-4A35-BE21-3F9D319E917B.jpg Foto: Divulgação
09/03/2020 às 17:43

Funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) denunciaram nesta segunda-feira (9) o acúmulo de função e más condições de trabalho. A categoria pede a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídios (PCCS) e ameaça paralisar as atividades caso as reivindicações não sejam atendidas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Segundo o socorrista Denison Vilar, cerca de 800 profissionais atuam no Samu, sendo de 500 a 600 distribuídos nas 10 bases na capital, quantitativo que está defasado e ocasiona sobrecarga de trabalho.



“Já não é suficiente. O último concurso, há oito anos, não preencheu todas as vagas, por exemplo, para técnico de enfermagem eram 257 sendo que só passaram 170. Já houve uma defasagem dos profissionais que ingressaram no concurso de 2012 e fora o pessoal que foi se aposentando. As pessoas estão fazendo serviço dobrado. O técnico está fazendo serviço de administrativo, de limpeza e a função de outras pessoas”, relatou.

Em novembro de 2019, 15 profissionais do Samu estiveram na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e entregaram um ofício aos vereadores com 13 reivindicações, entre elas, a revisão do PCCS e do adicional de insalubridade, transparência na execução de contratos e licitações pela Semsa e a substituição da empresa prestadora do serviço de alimentação. 

De acordo com denúncias de servidores, já foram encontradas fezes de rato nas refeições, o que motivou a realização de um abaixo-assinado em uma base, e há relatos também de doenças causadas pela má alimentação fornecida aos profissionais. A categoria pede a concessão de um auxílio-alimentação e que o valor do benefício seja repassado junto com o salário.

“O Manaustrans [IMMU] recebe R$ 500 de alimentação enquanto no Samu é a alimentação e é de péssima qualidade. Nós dê o auxílio-alimentação e cada um se responsabiliza pelo seu alimento“, disse o socorrista.

Servidores solicitam ainda a revisão do PCCS de dois em dois anos, para evitar perdas e ações judiciais contra o município, reajustes nos adicionais noturno e de insalubridade, conforme a lei que determina o texto máximo de 40% para profissionais que atuam nas ambulâncias, além da realização de um novo concurso público para suprir o déficit de servidores. 

Socorristas relataram também a falta de uniforme completo para profissionais que atuam em moto ambulância (motolâncias), de veículos (motos) e de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Outro lado

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou, por meio de nota, que anualmente o valor do adicional de insalubridade é corrigido conforme o reajuste salarial dos servidores da saúde.

“A indenização de insalubridade é paga em percentual, logo é reajustada sobre o valor do subsídio. Quanto ao adicional noturno, a legislação encontra-se em revisão para adequação do percentual. Atualmente é pago em valor“.

Em relação a denúncia de ausência de uniforme completo, de motos e Equipamentos de Proteção Individual para profissionais que atuam em ‘motolâncias‘, a pasta esclareceu que encontra-se em tramitação processo para a aquisição desses equipamentos.

A Semsa informou que a alimentação é fornecida diariamente pela empresa AJ Refeições Ltda e que sempre há no cardápio duas opções de proteína, salada e acompanhamento básico, além de refresco preparado com polpa de frutas.

Explicou também que a preparação do concurso público da Semsa está sendo conduzida pela Secretaria Municipal de Administração. Em publicação no Diário Oficial do Município, do dia 6, a prefeitura de Manaus definiu que o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação será a banca organizadora do concurso, escolha feita por dispensa de licitação, que terá 568 vagas e também a formação de cadastro reserva.

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Repórter de A Crítica

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