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Manaus
PROTESTO

Servidores e alunos vão à Assembleia cobrar autonomia financeira da UEA

Lei de Diretrizes Orçamentárias está na pauta de hoje e manifestações são feitas para garantir os recursos necessários à universidade estadual 13/07/2017 às 11:11 - Atualizado em 13/07/2017 às 12:23
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Galerias da ALE estão lotadas para pressionar os deputados (Foto: Gilson Mello)
Álik Menezes Manaus (AM)

Professores e estudantes da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) ocupam, na manhã desta quinta-feira, a galeria do plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) para acompanhar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentária, e cobram a autonomia financeira da universidade. 

Enquanto aguardam o início da votação, os professores  e alunos gritam palavras de ordem como "a UEA não vai fechar"e "queremos autonomia". A galeria está lotada e ainda há pessoas fora da galeria na espera para entrar. 

Segundo a professora do curso de enfermagem  Nazaré Ribeiro, 49, os representantes dos docentes e universitário irão acompanhar a votação até o fim. "Estamos aqui para cobrar autonomia da UEA e modificação da lei que tira recursos destinados à universidade e repassa para outras areas do governo. Iremos cobrar e lutar para que a UEA não feche as portas", disse. 


  
Na semana passada, o reitor da UEA Cleinaldo Costa afirmou que a UEA corre o risco gravíssimo de chegar ao fim do ano sem fechar as contas em dia. Ele já vem revelando desde 2016, conforme a coluna Pinga Fogo desta quinta-feira, que a universidade passava por problemas financeiros. 

Na galeria também  há pessoas cobrando o aumento dos recursos destinados à Defensoria Pública do Estado Amazonas (DPE-AM).

A mobilização foi feita antes do início da votação, uma vez que os deputados estavam reuninos na sala da presidência. Segundo a universitária Rosa Santos, 44, o objetivo seria "cansar" os manifestantes para que a votação ocorra sem "interferência" da sociedade. "Eles querem  cansar todo mundo aqui. Porque aí eles votariam no escuro, sem a gente aqui, mas não vamos arredar o pé", disse.

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