Sábado, 25 de Maio de 2019
REBELIÃO

Sete pessoas ainda são mantidas reféns no Compaj, afirma OAB-AM

De acordo com representante da OAB, tratam-se de seis agentes penitenciários e um técnico de enfermagem



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(Foto: Jander Robson)
02/01/2017 às 07:43

Sete pessoas ainda são mantidas reféns pelos detentos da Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no Km 8 da BR-174, que iniciaram uma rebelião no início da tarde de domingo (1).

A informação é do presidente da Comissão de defesa dos Direitos Humanos da OAB-AM, Epitácio Almeida, integrante do grupo que está tentando negociar a liberação dos reféns.

De acordo com Epitácio, tratam-se de seis agentes penitenciários e um técnico de enfermagem. "Aos poucos a situação está ficando estabilizada. Estamos negociando a liberação dos últimos sete reféns e temos fé que logo a negociação será concluída". O advogado não pôde fornecer mais informações, pois estava no meio da negociação, mas, segundo ele, a expectativa é que a rebelião termine nos próximos minutos.

Mortos

Pelo menos 80 pessoas morreram durante a rebelião de detentos que ainda acontece no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no Km 8 da BR-174. A informação foi confirmada comandante do Policiamento Especializado (CPE), tenente-coronel Cleitman Rabelo. Há informações de que o ex-policial Moacir Jorge da Costa, o “Moa”, está entre os mortos.

As negociações foram retomadas a partir das 7h desta segunda-feira (2). De acordo com a PM, a água que alimenta o presídio foi cortada e a principal exigência dos presos é que seja mantida a integridade física dos rebelados, que seus processos criminais sejam revistos e que alguns presos do semiaberto voltem ao regime fechado.

Durante toda a madrugada a movimentação em frente ao Compaj foi intensa. Viaturas da polícia e IML estiveram durante toda a noite no local, assim como os familiares.

Em coletiva de imprensa na noite deste domingo, o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, revelou que uma guerra interna entre as facções Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC) causou o que Fontes chamou de massacre. "Eu digo massacre porque seis mortos pra mim já é um massacre".  "Tudo indica que foi ataque de uma facção maior contra uma menor, para eliminar a concorrência", contou.

Buscas por foragidos

De acordo com o secretário, um grande esforço está sendo empreendido na tentativa de recapturar os presos que fugiram. O Exército vai colaborar nas buscas. Serão feitos sobrevoos na mata que fica em torno do Compaj e do Ipat, onde houve fuga em massa no início da tarde, para tentar encontrar os detentos. Equipamentos que identificam focos de calor serão utilizados nas buscas. Até o momento, 20 presos já foram recapturados.


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