Domingo, 21 de Abril de 2019
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ECONOMIA

Setor de serviços foi o que mais empregou no Amazonas em 2018, aponta Caged

Os segmentos de beleza pessoal e restaurantes foram os que mais contrataram no Estado durante o ano passado


24/01/2019 às 06:00

Com resultados acima do esperado, o setor dos serviços foi o que mais empregou no Amazonas no ano passado, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Com saldo positivo de 5.201 contratações em 2018, o segundo setor formal com mais mobilidade para contratar é, para os sindicatos regionais, a promessa principal para a reação da economia neste ano.

Devido à expansão da tecnologia digital e à promessas de reformas no setor por parte do governo federal, o amazonense decidiu comprar mais, em uma visão panorâmica, provocando um bom impacto direto nos setores de beleza pessoal e restaurantes.

A presidente do Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabeleireiros, Institutos de Beleza e Similares (Sisbisim), Antônia de Souza, destacou que os negócios das barbearias viraram febre na cidade.

“O negócio do embelezamento do olho, mãos e pés manteve um nível estável de crescimento nos últimos três anos, mesmo com a crise. Nesse contexto, o interesse na especialização em subitens, além de cortes de cabelo e serviços de barbearia, fez com que os estabelecimentos dessem um salto considerável em quantidade”, explanou. Em números próprios, ela estima que a área cresceu em média de 20% no ano passado.

Na recuperação da economia, a imagem pessoal costuma ser considerada o primeiro setor a ter bons reflexos, seguido dos restaurantes e bares. A representação estadual da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) confirmou os bons índices.

A diretora regional, Gizele Rebelo, pontuou que as eleições foi um dos fatores de retomada para um mercado até então “afogado”. “Em termos gerais, o segundo semestre foi o melhor para o setor, quando a baixa dos principais insumos foi sentida pelos empresários. O combustível, o gás de cozinha, o trigo e a cesta básica tiveram quedas pontuais, porém importantes haja vista que 60% dos estabelecimentos são microempreendedores e abastecem em supermercados e distribuidoras.

Por outro lado, as pessoas se sentiram mais seguras para comer fora de caso; registrou-se uma pequena recuperação dos serviços a la carte e delivery, favorecendo as contratações”, concluiu.

Seguindo dados da Abrasel, a expectativa de crescimento para este ano é de algo em torno de 5%, em contraponto com média de 0,5% para o ano passado. O Caged ainda apontou que Manaus teve uma variação empregatícia de 1,34 pontos percentuais positivos em relação a janeiro de 2018.

20%

É a expectativa média de crescimento para a indústria da beleza no Amazonas, com chances de superar a média nacional. Já o setor de bares e restaurantes espera alcançar tímidos 5% de melhoria, em contraste com menos de 1% que era esperado para o ano passado, segundo sindicatos regionais.

Maior retomada desde 2014

O Caged mostrou que o País fechou o ano com saldo positivo de aproximadamente 529,5 mil novos empregos formais, superando a média de 420,6 mil, registrada em 2014. Dentro das novas mudanças da lei trabalhista, 163,7 mil desligamentos por acordo entre empregador e empregado foram considerados na soma do ano.

O Amazonas seguiu a média nacional, em que serviços aparece em primeiro na lista de contratações seguido pelo comércio (com 3.116 contratações no acumulado). No Brasil, a construção civil aparece em terceiro lugar com 17.957 empregos formais, em contraste com o Amazonas: com um déficit de 1.025 contratações.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscom-AM) revelou que, apesar do valor negativo, somou cinco empreendimentos lançados até o terceiro trimestre de 2018, número que ultrapassou os dois anos anteriores. Nos sinais de recuperação do setor, 1.840 imóveis de padrão residencial constaram no censo da entidade.

O presidente, Frank Souza, divulgou que o ano passado superou tanto em vendas quanto em unidades lançadas. “A diferença da evoulução desse mercado é o padrão econômico. A maioria dos estoques estão no padrão alto da economia, e a expectativa é promissora para as pessoas adquirirem os itens dentro do novo pensamento econômico”, frisou. No terceiro trimestre de 2018, o setor trocou 834 itens, superando-se desde 2016.

OPINIÃO - Teófilo Gomes (diretor da Fecomércio-AM)

O setor de serviços é um dos que mais agrega áreas alternativas. Seis foram oficializadas pelo Caged, em que Comércio e Administração de Imóveis, Valores Imobiliários e Serviços Técnicos foi o que mais empregou. Isso engloba, em linhas gerais, a administração de condomínios  com porteiros e seguranças. No último levantamento da Fieam, aproximadamente 6.400 polos de moradia estavam ativos no Amazonas, o que gera uma boa base. Alguns acreditam que esse ano o rendimento irá dobrar - no cenário de um novo governo - enquanto outros duvidam que cheguemos aos índices de meados de 2013. O crescimento da empregabilidade é lento, apesar de tudo, mas já podemos afirmar que não iremos mais retroceder. Com o PIM, também temos uma margem segura de recuperação econômica local.

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