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Setor eletroeletrônico não sente os efeitos positivos esperados com a Copa das Confederações

Na avaliação do presidente do Sinaees, Celso Piacentini de Piacentini, 2013 deve fechar sem crescimento significativo 25/06/2013 às 10:22
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Na ponta, o consumidor não foi às compras de televisores, como era esperado
acritica.com ---

O presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus (Sinaees), Celso Piacentini, afirma que mesmo com a Copa das Confederações o atual cenário econômico impede o crescimento do polo de eletroeletrônico. Em 2012, o segmento, incluindo bens de informática, fechou o ano com o faturamento de US$ 17.3 bilhões. Na avaliação de Piacentini, 2013 deve fechar sem crescimento significativo.

De acordo com o último Indicadores de Desempenho da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o eletroeletrônico é hoje responsável por 33,3% do faturamento total do Polo Industrial de Manaus (PIM), ficando atrás do de duas rodas (18,4%). De janeiro a abril deste ano, o faturamento do segmento já atingiu US$ 5.6 bilhões.

Em dólares, o faturamento do PIM no quadrimestre, foi de US$ 11,99 bilhões, também apresentou ligeiro crescimento de 0,13% na comparação com o mesmo período de 2012 (US$ 11,97 bilhões), mesmo diante de uma valorização de 7,95% do dólar frente ao real.

Para Celso Piacentini, o receio por causa do aumento da inflação tem levado o consumidor a pensar duas vezes na hora de ir comprar uma TV. “É compreensível esse medo, a economia nacional tem piorado a olhos vistos e isso tem impactado no polo de eletroeletrônico. Não está sendo como havíamos esperado”, disse Piacentini.

E é o que também aponta o economista Francisco de Assis Mourão Junior, que acredita que a tendência do setor é de queda, tendo como principais causas também a alta do dólar e Selic. “São poucos os consumidores que adquirem um eletroeletrônico à vista, a maioria compra parcelado e com a estabilidade econômica a tendência é de ele tentar não criar dívidas enquanto não houver um cenário de equilíbrio. Enquanto isso, o consumidor vai preferir assistir os jogos da Copa na TV antiga mesmo”, analisou.

Além disso, Mourão acredita que a lei de informática também contribuiu para que o polo perdesse mercado. “Muitas empresas do segmento prefeririam fixar-se no Sul e Sudeste do país porque contariam com o incentivo fiscal e ficariam mais próximo do mercado consumidor”, comentou.

Atualmente o segmento de eletroeletrônicos emprega 39 mil trabalhadores e, devido ter a sua linha de produção afetada pela da sazonalidade, Piacentini estima que a Copa somente irá impulsionar o setor a partir do ano que vem, principalmente nos meses que antecedem os jogos, abril e maio. “Ainda não há como mensurar quantos empregos serão gerados só a demanda dirá”, frisou Piacentini.

Entretanto, ele tem boas perspectivas para os próximos meses, em função dos bens de informática, que registrou no quadrimestre o faturamento de US$ 1,6 bilhões, crescimento de 22,3%, comparado ao mesmo período que no ano passado.

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