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Manaus
direito e dever

Programa auxilia a inclusão de Pessoas com Deficiência no setor de construção civil

Ferramenta que é uma iniciativa do Fórum de Ação Social e Cidadania da Câmara Brasileira da Indústria da Construção com o SESI Nacional auxilia empresas a contratar Pessoas Com Deficiência (PCDs) 10/06/2016 às 11:05
Show encontro de rh e tst
Encontro de RH e TST ocorrerá nessa sexta-feira (10), no auditório do Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci Manaus), na rua Simon Bolivar, Centro (Foto: Divulgação)
Silane Souza Manaus (AM)

Uma atividade vista como delicada, a inclusão de Pessoas com Deficiências (PcDs) na indústria da construção civil agora pode ser feita com segurança e as empresas, além de cumprirem a Legislação, que estabelece as cotas para PCDs, também combatem às desigualdades sociais. Essas são algumas das propostas do programa de Inclusão Segura de PCD na Indústria da Construção, disponível no endereço eletrônico http://cbic.org.br/pcdnaconstrucao/.

A ferramenta é uma iniciativa do Fórum de Ação Social e Cidadania (FASC) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) com o Serviço Social da Indústria (SESI Nacional). Hoje, ela será apresentada, a partir das 16h, as empresas do Amazonas durante o Encontro de Recursos Humanos e Técnicos de Segurança do Trabalho. O evento ocorrerá no auditório do Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci Manaus), na rua Simon Bolivar, Centro.

A superintendente do Seconci Manaus, Alair Paula, explicou que o site funciona como um guia para contratar profissionais com deficiência no setor da construção civil. Calcular a cota de colaboradores para a empresa, formas de recrutamento, cuidados no exame admissional e acompanhamento do novo trabalhador são opções oferecidas pela ferramenta. “É um apoio às empresas do setor na correta aplicação da Legislação que estabelece as cotas de PCDs (artigo 93 da lei 8.213 de 1991)”, afirmou.

Conforme Alair, no Brasil inteiro, as empresas da construção civil tem dificuldade de cumprir essa cota. Por um lado há muitas pessoas com deficiência que recebem benefícios do setor público e acabam se acomodando. Por outro, existe o alto risco do ambiente de trabalho. O grau de risco da construção é três, sendo que o maior da classificação é quatro. “Em virtude dessa dificuldade muitas empresas acabam pagando multa por não cumprir a cota”, destacou.

Mas agora, com o programa de Inclusão Segura de PCD na Indústria da Construção, Alair frisou que as empresas promoverão a inserção segura desses colaboradores, assegurando-lhes os mesmos direitos comuns a todos os profissionais do setor. Além disso, o projeto auxilia as empresas a cumprir a determinação legal, ao mesmo tempo em que disponibiliza instrumentos para uma melhor introdução desses trabalhadores. “Vai facilitar a contração dessas pessoas de forma coerente e sem preconceito”.

Apesar de ser voltado para as empresas do setor, o programa de Inclusão Segura de PCD na Indústria da Construção (http://cbic.org.br/pcdnaconstrucao/), também pode ser utilizado por instituições que trabalham com PCDs, as quais poderão indicar profissionais para atuar na área.

Evento

O Encontro de Recursos Humanos e Técnicos de Segurança do Trabalho é realizado mensalmente para os profissionais de empresas da construção civil pelo Seconci Manaus, instituição responsável pelo atendimento de saúde ocupacional, atividades clínicas, exames, cursos e treinamentos para os profissionais desse setor. “É um evento para informar sobre as demandas e novidades na área de RH e TST, e também de troca de experiências”, declarou Alair Paula.

Dificuldades

Para o presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Amazonas em Manaus (Adefa), Isaac Benayon, quanto mais se desenvolver meios para a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho melhor. “Se uma pessoa sem limitações já tem dificuldade para conseguir um emprego, na atual conjuntura do País, multiplica isso por dez vezes para uma pessoa com deficiência”, relatou.

No caso da construção civil, as dificuldades são maiores, conforme ele. “Mesmo tendo a lei das cotas é muito difícil uma PCD conseguir emprego nesse setor, especialmente no canteiro de obra por conta do ambiente de trabalho. Mas isso não quer dizer que a empregabilidade não tem solução. As empresas têm que oferecer melhores condições de acessibilidade porque nós temos capacidade para desenvolver qualquer tipo de trabalho”, afirmou.

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