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Sexto homossexual é morto em Manaus

O corpo do industriário tinha uma pancada na cabeça e foi encontrado em cima da cama em chamas. De acordo com informações repassadas por testemunhas à polícia, José era acostumado a receber visitas íntimas de parceiros em ‘festinhas’ particulares 06/03/2013 às 09:25
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O corpo de José foi encontrado pelos vizinhos em cima do colchão em chamas
Bruna Souza Manaus, AM

O industriário José Socorro Picanço Rodrigues, 41, foi encontrado morto na manhã desta quarta-feira (6), com o corpo parcialmente carbonizado depois que vizinhos acordaram com o cheiro de fumaça que saía pelo basculante da casa, localizada na rua 104, nº 14, Conjunto Cidadão VI, bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus. Ele é o sexto homossexual morto em 2013.

De acordo com o delegado plantonista do 15º Distrito Integrado de Polícia, Robson Siqueira, José foi visto pela última vez por volta das 1h por um vizinho. Ele teria dito que estava esperando o ‘amor da sua vida’ chegar. Ainda em depoimento à polícia, o morador afirmou que viu um mototaxista em frente à casa do homossexual durante a madrugada.

No local, a polícia encontrou uma trouxinha de maconha que foi consumida durante a noite, restos de cigarros e várias latas de cerveja. O corpo do industriário tinha uma pancada na cabeça e foi encontrado em cima da cama em chamas. O Corpo de Bombeiros conseguiu controlar o incêndio.


Robson Siqueira indicou que o crime pode ter sido por motivo passional, pois José era acostumado a receber visitas íntimas de parceiros em ‘festinhas’ particulares. O industriário morava sozinho na casa e teria envolvimento com o tráfico de drogas. O delegado alerta para o meio utilizado pelo assassino para dar fim nas provas do crime.

“A queima do corpo é muito utilizada no crime de acerto de contas por envolvimento com o tráfico de drogas. Iremos trabalhar com duas possíveis motivações, a de execução e o crime passional”, relatou o delegado.

O corpo de José foi retirado pelo Instituto Médico Legal (IML) e o laudo de necropsia vai apontar as causas da morte e se o homossexual foi morto antes de atearem fogo no corpo. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) vai investigar o caso.

Casos

Em entrevista há nove dias, a presidente da Associação Amazonense de Gays, Lésbicas e Travestis, Bruna La Close, alertou para o número de homicídios envolvendo os homossexuais na cidade.

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