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Manaus
T4 VAZIO

Shopping T4 tem 10% de quiosques ocupados e camelôs voltam às ruas do Centro

Espaço foi inaugurado no dia 10 de dezembro do ano passado com 719 boxes. Muitos quiosques possuem “donos”, mas por pouco movimento estão de portas fechadas 22/01/2018 às 08:19 - Atualizado em 22/01/2018 às 10:27
Show t4
Shopping tem hoje metade da ocupação registrada na sua abertura. Foto: Winnetou Almeida
Nelson Brilhante Manaus (AM)

Não é mais novidade encontrar um grande número de boxes fechados tanto nas galerias construídas no Centro de Manaus quanto no shopping Phelippe Daou (o Shopping T4), na Zona Norte da cidade. Muitos deixaram as lojas fechadas e voltaram para o Centro, mas de forma diferente.

Para facilitar a fuga quando aparece a fiscalização, eles vendem produtos nas mãos ou em expositores improvisados e de fácil locomoção. Outros não se arriscam e, com a ajuda mensal da prefeitura (R$ 1mil) estão partindo para outro ramo de negócio. Quem voltou para o Centro sabe do risco, embora a fiscalização não seja tão rígida.

Há anos com uma barraca na rua Epaminondas, no Centro, Aurizete Mendes Costa reclama do movimento e falta de mais serviços de atendimento ao público no Shopping T4, para onde foi deslocada. “A fiscalização no Centro ainda é fraca. É por isso que na Epaminondas, hoje, tem mais camelô do que antes dos locais feitos pela prefeitura”, disse a permissionária. 

Laura Gonçalves não conseguiu um boxe nas Galerias Populares e segue vendendo acessórios de aparelho celular na avenida Eduardo Ribeiro. Ela disse que tem que ficar atenta à fiscalização. “Quando a fiscalização aparece, a gente sai correndo. É o jeito. A gente precisa ganhar o que comer e pagar os compromissos”, confessou a camelô.

Uma senhora que não quis revelar o nome disse que tem um box na Galeria dos Remédios, também no Centro, mas, decepcionada, fechou e voltou para a rua. “A gente fica doente de tanto ficar sentado esperando freguês. O povo não está acostumado e não vai. Pense no que é chegar a hora do almoço e você não ter com que comprar comida porque não vendeu nada”, desabafou a vendedora de guarda-chuvas. 

Queda

Inaugurado dia 10 de dezembro do ano passado, com 719 boxes, incluindo os da praça de alimentação, o shopping Phelippe Daou (Shopping T4), tem apenas 10% das lojas abertas. As demais têm “donos”, mas por falta de condições financeiras e pouco movimento estão de portas fechadas. O número é a metade das que estavam funcionando no dia da inauguração.

Segundo os permissionários, a Prefeitura de Manaus está cumprindo com a ajuda mensal de R$ 1 mil até o final de fevereiro. Paralelo a essa ajuda, também prometeu um empréstimo financiado, com valores entre R$ 5 mil a R$ 10 mil. 

De acordo com a permissionária Aurizete Mendes, esse financiamento até agora não foi disponibilizado. “Sei que já saiu esse financiamento para as Galerias Populares, mas aqui não. As pessoas não têm dinheiro para abrir as lojas. Só abriu quem tinha alguma reserva ou foi guardando a ajuda de mil reais que a Prefeitura vem dando”, disse Aurizete.

Aurizete faz parte de uma comissão provisória até que seja eleita a gestão oficial do shopping, provavelmente no dia 20 de fevereiro. Ela atribui o pouco movimento à falta de divulgação e de serviços públicos, prometidos, como por exemplo, o resto das lojas-âncoras, caixas eletrônicos, agências bancárias, supermercados, loteria, segurança e limpeza, que hoje só é disponibilizada para os banheiros.

Serviços

Ao todo, 429 microempreendedores já assinaram o Termo de Permissão de Uso de suas lojas no Shopping T4. Além das lojas,  o local possui postos do “Leite do Meu Filho” e Sine Manaus. Em breve, também estarão oferecendo atendimento os postos do Sinetram, Cadúnico e  Manaus Atende.

BLOG: Aurizete Mendes Costa - Permissionária

Ainda está faltando muita coisa no shopping T4, por isso o pouco movimento. Falta mais divulgação, falta o resto das lojas-âncoras, caixas eletrônicos, agências bancárias, supermercados, loteria, segurança, limpeza entre outras coisas. Eles colocaram duas pessoas só pra limpar os banheiros e quem está fazendo a limpeza do shopping todo somos nós, os permissionários. Também estamos pagando seguranças particulares para ficar à noite, porque é perigoso. Sei que já saiu esse financiamento para as Galerias Populares, mas aqui, não. As pessoas não têm dinheiro para abrir as lojas. Só abriu quem tinha alguma reserva ou foi guardando a ajuda de um mil reais que a Prefeitura vem dando. Nos deram um prazo de dois a três meses pra arrumar tudo.

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