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Manaus
Até o fim da greve

Serviços bancários são possíveis somente com o uso do cartão magnético, diz sindicalista

Seeb-AM informou que 96% das agências no Amazonas estão fechadas e comprometem diversos serviços bancários, principalmente os que não podem ser realizados no caixa eletrônico com o uso do cartão magnético 20/09/2016 às 11:25 - Atualizado em 20/09/2016 às 11:29
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A lista de reivindicações da categoria inclui reajuste salarial de 15%. Foto: Márcio Silva
Rafael Seixas Manaus (AM)

Os bancários do Amazonas entraram nesta terça-feira (20) no 14° dia de greve. De acordo com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Amazonas (Seeb-AM), 96% das agências presentes no Estado estão fechadas, comprometendo diversos serviços bancários, principalmente os que dependem de um atendimento personalizado e que não podem ser realizados no caixa eletrônico com o uso do cartão magnético.

“Com a greve, a Caixa Econômica não recebe e nem paga; financiamento não se consegue e nem se cobra. Todo o atendimento bancário está comprometido. Sem o cartão não consegue [resolver] de jeito maneira”, declarou o presidente do Seeb-AM, Nindberg Barbosa, ressaltando que os usuários que não tem cartão são os mais prejudicados, devido ao grande número de agências fechadas.

Ainda segundo o sindicalista, não há nenhuma nova reunião confirmada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e que por isso a greve continuará em andamento.

“Não temos outra medida, a não ser manter até que venham para a mesa negociar. Essa paralisação só termina se eles colocarem uma proposta na mesa. O principal entrave que temos é o reajuste salarial e os demais são consequências”, afirmou.

“Os bancos ganham na casa dos bilhões, dinheiro tem. Nós temos consciência que estão perdendo dinheiro, mas eles parecem que não”, acrescentou, informando ainda que mais de dois mil bancários estão em greve em todo o Estado, sendo 1.600 apenas na capital e 500 nos municípios do interior.

A lista de reivindicações da categoria inclui reajuste salarial de 15% e reposição da inflação em 5%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (R$ 3.940,24), contratação de novos funcionários, reajuste da PLR, combate às metas abusivas e ao assédio moral, fim das demissões, mais segurança e melhores condições de trabalho.

“A população está 99% satisfeita com a paralisação, porque pagam muitas tarifas, altas taxas de juros e não contam com empregados suficientes para atendê-las. Estão parabenizando o movimento”, garantiu o presidente do Seeb-AM.

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