Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019
Manaus

Sindicância da PM tem previsão de terminar na próxima semana

Previsão do comando é de que apuração seja concluída na próxima semana. Uma das mulheres que aparecem seminuas com braçais das 20ª, 23ª e 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) em fotografias prestou depoimento



1.jpg A jovem aparece com o braçal da 24º Cicom seminua em uma cama
21/09/2013 às 09:26

O subcomandante da Polícia Militar, coronel Moisés Cardoso, informou que a sindicância identificou e tomou o depoimento de uma das mulheres que aparecem seminuas com braçais das 20ª, 23ª e 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) em fotografias postadas em redes sociais, assim como um praça que estaria envolvido no caso. Cardoso preferiu não revelar os nomes porque o procedimento ainda não foi concluído. Segundo ele, talvez até o final da próxima semana a sindicância seja concluída.

Nessa sexta-feira (20) havia informações de que a mulher é a namorada do praça. Ela foi ouvida, confessou que pegou o acessório na casa dele, fez as fotos, porém ela não revelou como as imagens foram parar na Internet. Cardoso disse que a sindicância está apurando agora a participação do militar nesse evento. “Esse é um equipamento de uso do militar e que pode ter sido usado sem o seu conhecimento”, disse.



Caso fique comprovada a participação do militar ele poderá ser punido disciplinarmente. Há informação também que a outra mulher que aparece nas fotos é uma adolescente e que está sendo protegida pela família. Não há informações se ela foi ouvida. O comando espera encerrar o caso. Segundo o subcomandante, as braçadeiras que aparecem nas fotografias fazem parte do fardamento atual da polícia.

Os braçais podem ser comprados nas lojas que vendem artigos militares, quase sem nenhum controle. Na loja Fio & Fio, localizada na rua Benjamim Constant, bairro de Petrópolis, Zona Sul, a poucos metros do quartel do Comando Geral da Polícia Militar, é possível comprar uma braçadeira por R$ 30, cada.

O gerente da loja Raphael Gadelha 21, disse que eles bordam braçadeiras com o brasão da PM e o nome da Companhia da qual o militar faz parte. Ele garante que só vende para militares mediante a apresentação da identidade militar. No local também são vendidos uniformes e assessórios para vigilantes. O gerente disse que o seu estabelecimento não é recebe nenhuma fiscalização de controle da comercialização de equipamentos militares.

Na avenida coronel Teixeira, a loja Cia do Militar é especializada em artigos para militares que vão desde as comendas até os uniformes. A gerente, que não quis revelar o nome, disse que a maioria da mercadoria do estabelecimento é voltada para militares das Forças Armadas e que há orientação para que a venda só seja feita para militares mediante a apresentação da carteira militar. “Aqui não tem o controle direto do Exército ou de outro órgão sobre o que vendemos. A orientação é do proprietário”, disse.

Fotografias passam por pericias

As fotografias das jovens, que circularam na Internet, assim como as duas imagens atribuídas ao subcomandante da 8ª Cicom, tenente PM Daniel Melo, recebendo sexo oral foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística.

O comandante da PM, coronel Almir David, solicitou auxílio da Polícia Federal para, juntamente com o Serviço de Inteligência e a Secretaria de Segurança Pública, identificar os autores das referidas postagens que utilizaram o aplicativo de telefonia celular e outros recursos tecnológicos, para divulgar fotos de mulheres não autorizadas utilizando braçais pertencentes às diversas Companhias Interativas Comunitárias da corporação.

A inteligência da Polícia Militar também está fazendo um levantamento da identificação das pessoas que receberam e postaram as imagens das mulheres e do oficial para tentar chegar ao responsável pela divulgação.


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