Domingo, 19 de Maio de 2019
confusão

Sindicato diz que greve acabou, mas maioria dos ônibus segue nas garagens

De acordo com o Sinetram, rodoviários mandaram que trabalhadores fossem pra casa e só então determinaram o fim da greve, que afetou 800 mil usuários



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No fim da tarde, mesmo com anúncio do fim da greve, garagem da Global estava lotada (Foto: Aguilar Abecassis)
17/01/2017 às 18:39

Após a ordem de prisão a todos os membros de sua diretoria, o Sindicato dos Rodoviários emitiu um memorando a todas as empresas orientando que os funcionários voltassem ao trabalho. No entanto, até as 18h30, a situação ainda não estava normalizada. 

Apenas ônibus da Via Verde, Açaí e Expresso Coroado voltaram a circular, e ainda assim em quantidade reduzida. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), apesar da ordem de retomada dos serviços, o próprio sindicato 'boicotou' a decisão e mandou todos os funcionários para suas casas, impedindo assim as saídas dos ônibus. 

De acordo com o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, os ônibus não saíram das garagens por falta dos colaboradores. “Recebemos um ofício do sindicato laboral informando o fim da greve e que haviam pedido aos colaboradores que retornassem as atividades, porém, mais cedo, eles mandaram todo mundo embora e as empresas ficaram impedidas de liberar os carros. Desde o início da manhã o Sinetram tenta colocar os ônibus nas ruas e tentar diminuir o prejuízo da população que utiliza o transporte. Esperamos que amanhã (quarta-feira) tudo volte a sua normalidade”, explica Borges.

No memorando enviado às empresas e recebido pelo Sinetram às 16h48, o Sindicato afirma que está cumprindo as determinações do Tribunal Regional do Trabalho, órgão que, por meio do juiz Adilson Maciel Dantas, determinou, por duas vezes, a ilegalidade da greve e também ordenou a prisão da diretoria do sindicato. 

Moradores de diversas áreas da cidade ainda enfrentam problemas no início da noite desta terça-feira. Na Avenida Djalma Batista, o fluxo de ônibus é bem reduzido, e na Constantino Nery, ainda menor. A saída para a população tem sido usar o transporte alternativo, táxis ou mototáxis. 


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