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Sindicato dos rodoviários contesta prefeitura e mantém greve em Manaus

Segundo o presidente do Sindicato, Givancir Oliveira, a informação repassada à imprensa pelos representantes na Prefeitura Municipal não procede, já que não foi deliberada em comum acordo com a entidade 15/08/2013 às 18:11
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Givancir acusa Artur Neto de tentar tirar o foco do impasse
JOELMA MUNIZ Manaus

O presidente do sindicato dos rodoviários, Givancir Oliveira, contesta o resultado da reunião entre o prefeito Artur Neto e representantes da empresa Global Grenn, na manhã desta quinta-feira (15), no Palácio Rio Branco, Centro da cidade e nega que os profissionais devam retomar as atividades canceladas desde a madrugada. Segundo ele, a informação repassada à imprensa não procede, já que não foi deliberada em comum acordo com o sindicato.

“Os rodoviários não retomaram as atividades e nem voltarão, até que a empresa comece a quitar a dívida que mantém com a classe. O que o prefeito disse é mentira, não reconhecemos essa comissão montada por ele”, destacou.

Givancir acusa Artur Neto de tentar tirar o foco do impasse gerado pelo não emprego do dinheiro destinado pelo Governo e Município para o imediato pagamento da dívida de pelo menos R$ 60 milhões, acumulada pela empresa, no não pagamento de direitos trabalhistas como a do Fundo de Garantia pelo Tempo de Serviço (FGTS) e de Seguridade Social (INSS).

A Global Grenn atende os usuários da Zona Leste de Manaus e desde as primeiras horas desta quinta-feira, está com aproximadamente 300 ônibus parados na garagem, em média 2.300 funcionários cruzam os braços, na paralisação não anunciada.

De acordo com Artur Neto, o ato é ilegal. O prefeito garantiu que não vai negociar com o Sindicato dos Rodoviários do Amazonas. “Não vamos mais aceitar essas paralisações que só prejudicam a população. Também não iremos mais negociar com o sindicato que age de forma ilegal e arbitrária. Vamos pedir o auxílio da polícia para impedir novas greves, porque democracia não se faz quando você quer e sim quando você faz aquilo que pode, sem prejudicar o outro”, declarou. Veja galeria de imagens aqui.

No acordo feito entre as partes, a empresa ficou de realizar o pagamento da primeira parcela do FGTS com o subsídio repassado pelos órgãos e o restante do dinheiro será depositado em uma conta do Banco do Brasil. Ainda segundo o prefeito, a medida servirá para garantir o pagamento do benefício e evitar novas paralisações. “Assim os rodoviários terão certeza que não haverá desvio do dinheiro e, principalmente, que receberão as próximas parcelas do FGTS”, finalizou o Neto.

Mais de R$ 1 milhão

A categoria reivindica o pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do subsídio oferecido de R$ 1 milhão do Governo do Estado e mais R$ 750 mil da gestão municipal para o pagamento dos benefícios. Os rodoviários prometeram que a frota só retornaria às ruas, após ser feito um acordo entre a classe, o prefeito e os representantes da empresa, que saiu no fim da manhã.

Sinetram repudia

Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informa que a paralisação da empresa Global Green, arquitetada
pelo Sindicato dos Rodoviários, é ilegal, pois não seguiu os trâmites definidos por Lei. O Sinetram repudia veemente a atitude dos sindicalistas, que impediram trabalhadores de realizarem suas atividades e prejudicaram a população da Zona Leste da cidade, usuária do transporte coletivo.

De acordo com o Sinetram, o parcelamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já foi acertado com a Caixa Econômica Federal em 180 meses e o pagamento da primeira parcela está marcado para o próximo dia 20. A proposta de parcelamento foi indicada pelo próprio banco em documento encaminhado à empresa Global Green.

“É inadmissível o que o Sindicato dos Rodoviários vem fazendo com a população de Manaus. Estão fazendo a confusão em cima de um assunto que já estava acertado. Estamos incansavelmente trabalhando para que a população não sofra com transtornos causados por este sindicato”, informou o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges.

O assessor jurídico informou, ainda, que vai acionar a Justiça informando o descumprimento da liminar concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), assinalando que, em caso de greve, 60% da frota de cada empresa deve operar. Com o descumprimento, o Sindicato dos Rodoviários pode ser multado em até R$ 50 mil por hora de paralisação.

A empresa Global Green opera cerca de 50 linhas na Zona Leste, e transporta aproximadamente 130 mil pessoas diariamente.

SMTU estuda remanejar linhas

A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) esclareceu ao Sinetram que irá remanejar ônibus de outras empresas do sistema de transporte coletivo para circular em linhas operadas pela empresa Global, caso a greve dos funcionários tenha continuidade nesta sexta-feira, 16.

O plano emergencial visa deslocar ônibus para atender a demanda de usuários nos principais corredores das zonas Norte e Leste e nos Terminais de Integração T4 e T5, priorizando as linhas que seguem ao Centro da cidade.

 

 

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