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Sindicato dos Rodoviários defende que greve suspensa estava dentro da lei

Segundo Josildo Oliveira, vice-presidente do STTRM, a categoria fez tudo dentro do prazo: assembleia, aviso aos empresários e informes à imprensa 09/06/2015 às 14:12
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Circulação de ônibus ocorreu normal nesta terça-feira, como o 016 que sempre está lotado
ACRITICA.COM Manaus

Após ser suspensa a greve dos rodoviários que estava prevista para esta terça-feira (9), o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), Josildo Oliveira, contou que todo o movimento de paralisação estava dentro da lei, mas mesmo assim os empresários conseguiram impedi-los junto à Justiça.

Josildo confirmou à reportagem que cancelaram a greve por causa da decisão da presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargadora Maria das Gracas Alecrim Marinho, que acatou o pedido do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), entidade representante dos empresários.

Na decisão, Alecrim Marinho considerou a greve abusiva e determinou que o STTRM fosse multado em R$ 200 mil se descumprisse a decisão e mais R$ 100 mil de multa diária se o sindicato promovesse atos de paralisação em frente às garagens das empresas de ônibus. O sindicato dos rodoviários cumpriu a decisão e não houve greve. Além disso, o TRT condenou a previsão de greve de 70% da frota, já que só deveria parar 30% e circular os 70%.

“Uma multa enorme dessas, de R$ 300 mil, sem condições. A gente não vê isso em lugar nenhum do Brasil. Cumprimos tudo que estava na lei: chamamos em assembleia com 72 horas (três dias úteis) de antecedência, teve a aprovação, comunicamos a sociedade em geral com editais na imprensa e notificamos as empresas. Fizemos o que a lei determina, e a mesma lei determinou suspender”, disse Josildo.

Segundo o presidente do STTRM, as empresas continuam não pagando direitos aos trabalhadores. “Eles não pagam INSS, FGTS, não pagam feriado, e fica nisso. A gente faz hora extra e também não recebe. Aí a gente comunica a greve e tem essa liminar. Se fizer de forma legal, tem multa. Se fizer ilegal, tem multa também”, reclamou Josildo.

Segundo ele, a negociação para as reivindicações já estava ocorrendo há 15 dias, mas não havia sido dada nenhuma resposta pelas empresas. Josildo afirma também que os empresários estão devendo R$ 704 para cada trabalhador referente ao cartão vale-compras, mas esse valor está sendo pago “quebrado”. “Estão pagando R$ 50 ou R$ 80 por semana, e tem que pagar de forma integral”, insistiu Josildo.

Segundo Josildo, a justificativa dada pelos empresários para não pagarem totalmente os direitos e benefícios aos trabalhadores é uma quantia não paga pela Prefeitura de Manaus e pelo Estado. “Eles essa dívida. E o que o sindicato tem a ver com isso. O problema lá eles que resolvam. Não somos funcionário da prefeitura, somos funcionários das empresas”.

Reivindicação

A única reivindicação da categoria que foi alcançada foi o aumento salarial de 8% no almoço e 15% no vale-lanche. “Eles cumpriram essa parte, mas faltou a compensação de horas do feriado e o pagamento integral dos benefícios, que estão pagando parcelado em dez parcelas”, disse Josildo.

O vice-presidente dos rodoviários afirmou que a categoria ainda vai continuar articulação para tentar garantir os direitos aos trabalhadores.

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