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Sindicato dos rodoviários garante semana tranquila em Manaus

Os rodoviários querem legalizar a paralisação, porém precisam cumprir uma série de etapas até chegar à execução que, envolve desde o fechamento de reivindicações coletivas, realização de assembléia geral com os trabalhadores e negociação com os empresários 20/08/2013 às 07:22
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Os rodoviários querem legalizar a paralisação, porém precisam cumprir uma série de etapas até chegar à execução que, envolve desde o fechamento de reivindicações coletivas, realização de assembléia geral com os trabalhadores e negociação com os empresários
florêncio mesquita Manaus

A greve geral prometida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo de Manaus (STTRM), na frota de ônibus da cidade, não tem como ser realizada legalmente esta semana, em função dos prazos que devem ser cumpridos. Os rodoviários querem legalizar a paralisação, porém precisam cumprir uma série de etapas até chegar à execução que, envolve desde o fechamento de reivindicações coletivas, realização de assembléia geral com os trabalhadores e negociação com os empresários.

Na tarde desta segunda-feira (19), por duas horas e meia, patrões e empregados se reuniram, mas não chegaram a acordo sobre o pagamento do FGTS.

Após essa rodada de negociações, os rodoviários decidiram que vão buscar apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), na manhã desta terça (20), e que realizarão assembleia geral, na quinta-feira, para decidir pela manutenção ou não da greve geral.

Caso haja decisão pela paralisação, o sindicato dos trabalhadores terá que comunicá-la à Justiça do Trabalho e aos empresários com 72 horas de antecedência, além da população por meio de nota publicada em jornal impresso, indicando os motivos, pautas e prazos da paralisação. Com isso, a greve geral no sistema continua sem data definida pelo sindicato dos rodoviários.

O intuito de legalizar o ato é para estender a greve realizada na empresa Global Green, na Zona Leste, na última semana, para as outras oito concessionárias do serviço de transporte da capital. Entretanto, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), afirma ser difícil os rodoviários encontrarem uma reivindicação coletiva, ou seja, que ocorra em todas as empresas para oficializar a pauta a ser aprovada.

A paralisação na Global Green ocorreu por conta do atraso no depósito do FGTS, porém, como o problema foi isolado, o Sinetram não vê a possibilidade da ampliação da greve para as outras concessionárias.

Outro questionamento apontando pelo sindicato patronal é sobre a escassez de motivos coletivos, comuns em todas as empresas, para formar a pauta que embasaria uma greve geral. O dissídio coletivo foi fechado este ano na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e o salário dos rodoviários aumentou, alcançando a posição de segundo maior do País, ficando atrás apenas do estabelecido no Estado de São Paulo.

O motorista do transporte coletivo recebe atualmente R$ 1.812,03 e o cobrador R$ 906, 15. Os motivos são os principais usados para fazer movimentos grevistas na cidade e segundo o Sinetram são os que poderiam compor a para de reivindicação coletiva, mas estão resolvidos.

Global Green funcionou normalmente
A exemplo do último final de semana, as linhas de ônibus das nove empresas do sistema de transporte coletivo circularam normalmente, nesta segunda (19). A empresa Global Green, que concentrou o movimento grevista, colou os 290 veículos da frota de possui nas ruas. Os funcionários da empresa também trabalharam normalmente.

A empresa reconheceu o atraso no depósito, mas informou que o impasse está resolvido e que as parcelas nos anos anteriores serão quitadas, conforme foi acordado, bem como, a parcela de cada mês atual.

Origem do problema
A paralisação na Global Green ocorreu por conta do atraso no depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Porém, como o problema foi isolado, o Sinetram não vê a possibilidade da ampliação da greve para as outras concessionárias.

Qualquer paralisação será considerada ilegal
A única maneira de haver greve esta semana, seja em uma ou em todas as empresas, é se o Sindicato dos Rodoviários deflagrar um movimento ilegal. A entidade não reconheceu a autoria da greve na Global Green que foi atribuída aos próprios funcionários, embora o sindicato estivesse lá coordenando a paralisação.

Caso houvesse outra greve ilegal, o sindicato seria novamente penalizado pela Justiça do Trabalho com multa diária. A última que foi estabelecida pela desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Ormy Conceição Dias Bentes, na sexta-feira, foi de R$ 50 mil, valor a ser aplicado caso a paralisação na Global continuasse.

Existem três liminares contra o sindicato dos rodoviários que estabelece multa R$ 100 mil por hora caso a categoria tente colocar catraca livre nos coletivos como forma de protesto. Segundo o STTR, a primeira vez que a categoria tentou promover catraca livre foi na gestão do ex-prefeito Serafim Correa, quando sofreu a primeira liminar impetrada pelos empresários que sofreriam prejuízo com o ato.

“Dá para pagar R$ 50 mil por dia de paralisação. Isso não é nada. Agora pagar R$ 100 por hora de catraca livre fica inviável”, disse Josildo Oliveira vice-presidente do sindicato.

Prisão
Na sexta-feira o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givanci Oliveira, foi preso ao tentar promover o fechamento de uma das empresas do sistema, a Eucatur. Ele é acusado de agredir um policial militar.

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