Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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SEM ÔNIBUS

Sindicato dos Rodoviários promete manter paralisação total até acerto de reajuste

Líder dos trabalhadores, Givancir Oliveira, ignora multa de R$ 200 mil por hora de greve dos ônibus e avisa: “Nem que sejamos presos, vamos batalhar”


31/05/2018 às 12:19

"Oito horas e nenhuma conclusão", disse Givancir Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), sobre a reunião ocorrida na noite de ontem (30) entre a categoria, a Prefeitura de Manaus e os representantes das empresas de ônibus para negociar um reajuste salarial aos rodoviários e o fim da greve que já dura três dias.

Sem chegar a um acordo, na manhã desta quinta-feira (31) feriado de Corpus Christi 100% da frota de ônibus da capital amanheceu paralisada, como resposta à proposta de reajuste de apenas 1% no salário oferecido à classe. "É desumano o que estão propondo. É vergonhoso e destrói a moral de uma classe. Eu não vou deixar meu sindicato passar por essa humilhação. Não fizemos essa paralisação hoje porque é feriado. Isso é coincidência. Vamos seguir assim pelos próximos dias também. Até que cheguemos a um acordo justo", disse.

Givancir batalha junto ao sindicato para chegar ao número de 3,5% de reajuste salarial para a categoria, referente o dissídio do ano 2018/2019. 

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Com a greve, o Sindicato dos Rodoviários contraria a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) e fica sujeito a pagamento de multa de R$ 200 mil por hora de paralisação. "Não importa a represália. Nem que sejamos presos, vamos batalhar. Nem que todos sejam demitidos. É inaceitável a forma como estão nos tratando e, por isso, vamos seguir com a total paralisação dos ônibus", completa.

Givancir e outras frentes de representantes da classe estiveram nas principais garagens de frotas espalhadas pela capital. Nenhum ônibus saiu. “Isso é de comum acordo”, garante o presidente do STTRM.

De acordo com nota emitida pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram), a paralisação ilegal já prejudicou mais de 600 mil pessoas. Na terça-feira (29) mais de 350 mil pessoas foram prejudicadas e ontem (30) mais de 255 mil usuários.

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