Domingo, 27 de Setembro de 2020
FORMALIZAÇÃO

Sindicato protocola início da greve de professores e pedagogos da rede estadual

De acordo com representantes da Asprom Sindical, cerca de 60% dos mais de mil membros do sindicato aderiram à paralisação por tempo indeterminado. O objetivo é pressionar o Governo do AM a recuar da decisão da volta presencial nas escolas



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11/08/2020 às 15:15

O Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas de Ensino Básico de Manaus (Asprom Sindical) protocolou, nesta terça-feira (11), na sede do Governo do Amazonas, bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus, comunicado de instalação de greve por tempo indeterminado nas escolas de Ensino Médio da capital, coordenadas pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc).

A paralisação foi deflagrada ontem (10), em Assembleia Geral Extraordinária, e a formalidade ocorreu durante protesto em frente à sede do Executivo estadual contra a retomada das aulas presenciais.



Cerca de 50 pessoas participaram do ato, que reuniu ainda movimentos de estudantes dos ensinos médio e superior. A medida visa pressionar o governador Wilson Lima a suspender a retomada e, assim, evitar uma possível nova onda de contaminações pelo SARS-Cov-2 nas unidades de ensino.

Segundo Lambert Melo, secretário de comunicação da Asprom Sindical, o Amazonas voltou a figurar na faixa de alto risco de contaminação e óbitos por Covid-19, conforme dados coletados pelo consórcio de veículos de comunicação brasileiros e veiculados em rede de televisão.

“Só podemos falar em retorno quando a pandemia estiver controlada. A partir daí, vamos discutir outras questões, como a reforma nas janelas para facilitar a circulação natural do ar, exigência da Organização Mundial de Saúde (OMS)”, explica Melo.

A entidade também reivindica a testagem em alunos e professores, o que possibilitaria a identificação de assintomáticos, e o controle do transporte público, com a exclusividade de transporte de passageiros sentados, obrigatoriedade do uso de máscara, oferta de álcool em gel, higienização dos coletivos após cada viagem e aplicação de multa às empresas que descumprirem as normas.

Adesão

De acordo com o secretário, a adesão à greve conta com cerca de 60% dos mais de mil membros da Asprom Sindical. A meta é alcançar 90% dos sindicalizados.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Ana Cristina Rodrigues, informou que a data de uma nova assembleia para deliberação sobre o tema será definida hoje. O sindicato enviou à justiça uma ação civil para avaliar a suspensão do retorno às aulas.

“Estamos em visitas às escolas e ouvindo nossos colegas. Iremos realizar assembleia e queremos ter a participação em massa da categoria, mesmo online, para que não sejamos pegos pela justiça que já mostrou seu lado”, afirmou, em referência às decisões sobre as greves realizadas em anos anteriores.

A Seduc informou que 94% dos educadores lotados no órgão (4.520 professores), divididos em sete coordenadorias distritais de Educação e nos três turnos de trabalho, estiveram presentes na volta às atividades presenciais em 123 escolas da capital.

“Os 6% dos professores restantes correspondem a 289 profissionais. Desses, 4,2% estão no grupo de educadores que apresentaram licença médica ou para interesses pessoais e 1,8% não justificaram a ausência no primeiro dia de aula”, detalhou. Para preencher essas vagas, a Seduc vai contratar professores selecionados em Processo Seletivo Simplificado (PSS) realizado no início deste ano.

“Desde a entrada nas escolas, foram executados os procedimentos de aferição de temperatura e higienização dos sapatos e das mãos, junto ao totem de álcool em gel, além da distribuição de máscaras. No interior das unidades, os estudantes usaram as carteiras sinalizadas, com distância de 1,5 metro umas das outras. O protocolo de distanciamento é obrigatório em todas as dependências da escola, inclusive banheiros”.

Justificativa da Seduc

Em resposta ao questionamento sobre o aumento dos casos de Covid-19 no Amazonas, a Seduc apresentou informações divulgadas pela Fundação de Vigilância em Saúde do estado (FVS-AM).

“A inclusão de 18 óbitos é resultado de uma revisão epidemiológica feita pela Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa), de acordo com os novos critérios do Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, que passou a considerar óbitos por Covid-19 a partir de avaliação clínico-epidemiológica e exames de imagens”, diz o texto redigido pela assessoria da FVS.

“Uma equipe de vigilância epidemiológica da Semsa-Manaus está realizando visita em domicílios onde foram registrados óbitos que ocorreram no pico da pandemia e cujos diagnósticos não foram conclusivos”.

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Repórter de Cidades
Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de A Crítica, já atuou em uma variedade de assessorias de imprensa e jornais, com ênfase na cobertura de Cidades e Cultura.

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