Domingo, 21 de Julho de 2019
NEGOCIAÇÃO

Professores realizam assembleias para analisar contraproposta da Prefeitura

A Prefeitura de Manaus ofereceu para a classe um reajuste salarial de 8%. Caso não aceite a contraproposta, a categoria não descarta uma greve



agora_professores_3025FC8B-32A5-4BA5-83A4-A2F80B6A48A5.JPG Os profissionais entraram na 'mesa de negociação' com a Prefeitura pedindo um reajuste de 15%. Foto: Arquivo AC
04/06/2019 às 11:38

Os sindicatos representantes dos professores de Manaus realizam nesta semana assembleias gerais para decidirem se aceitam uma contraproposta da Prefeitura de Manaus de reajustar em 8%, de forma parcelada, os salários dos professores e pedagogos da capital. A reunião promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) acontece nesta quarta-feira (5), enquanto do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical) na quinta-feira (6).

O coordenador financeiro da Asprom-Sindical, Lambert Melo, afirmou que o sindicato permanece em rodadas de negociação com a Prefeitura. No início da campanha de reajuste salarial, a classe apresentou uma proposta de reajuste de 15%, depois o poder municipal ofereceu uma contraproposta de 5%. Após ser negada pela categoria, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) voltou com uma contraproposta. Desta vez, oferecendo um reajuste de 8%, mas de forma parcelada.

"Estamos tendo algumas rodadas de negociação e a Prefeitura apresentou uma contraproposta de reajuste de 8%, mas de forma parcelada. O pagamento de 5% aconteceria em junho, referente a maio, e 3% seria pago em novembro, referente a outubro. A Semed ofereceu também um reajuste no auxílio alimentação, passando de 20% para 30%", relatou Lambert.

Um dos pontos oferecidos na contraproposta da Prefeitura de Manaus é de proporcionar ainda um terço da jornada de trabalho dos profissionais em trabalhos pedagógicos. "Existe uma lei de 2008 que permite isso, mas não é respeitada pela Semed no ensino infantil e do 1 º ano ao 5 º ano. A Prefeitura nos ofereceu a implantação de um projeto-piloto de trabalho pedagógico em três fases", explicou o sindicalista.

A assembleia realizada pelo Asprom-Sindical acontecerá na quinta-feira (6), na Praça da Igreja de São Bento, no bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus, próximo ao Terminal 3. A reunião com os sindicalistas e a categoria será realizada a partir das 15h30.

"Este será o momento que a categoria decidirá se aceita a contraproposta e encerra a campanha de reajuste salarial, ou se rejeita, e voltamos para a mesa de negociação e começamos a pensar em greve", completou Lambert.

Sinteam

O ato do Sinteam será realizado nesta quarta-feira (5), no Sindicato dos Urbanitários, localizado no bairro Cachoeirinha, na Zona Sul de Manaus, a partir das 16h30. A presidente do sindicato, Ana Cristina Rodrigues, comenta que o sentimento da categoria é que a contraproposta da Prefeitura de Manaus ainda "não compensa".

"Pelo que sinto na categoria, ainda não está compensando, mas amanhã vamos decidir qual atitude devemos tomar. Iniciamos a mesa de negociação pedindo um reajuste de 15% e aumento no auxílio alimentação em 50%. A Prefeitura tem uma certa discrepância em relação ao vale alimentação. Pela Prefeitura, os professores recebem R$ 220 em alimentação, enquanto no Estado, os profissionais recebem R$ 450. Os valores são muito diferentes", destacou.

A presidente também não descartou a realização de uma greve, caso a categoria não aceite a contraproposta da Prefeitura. "Vamos decidir se aceitamos ou rejeitamos. Talvez sim aconteça uma greve", finalizou Ana Cristina.  

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