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Manaus
CONDOMÍNIO

Síndico é investigado por suposto desvio de verba em condomínio de Manaus

Segundo moradores, Cláudio Cardoso se apropriou de pelo menos R$ 300 mil referente às taxas pagas no Smile Village Cidade Nova 14/08/2018 às 15:18
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Foto: Junio Matos
Fábio Oliveira Manaus (AM)

Moradores do condomínio Smile Village Cidade Nova, localizado na Zona Norte de Manaus, denunciaram no Ministério Público o síndico Cláudio Cardoso por se apropriar de pelo menos R$ 300 mil referente às taxas pagas pelos residentes do local. Segundo eles, o homem teria usado o dinheiro e não justificou os gastos.

Segundo o engenheiro civil Ricardo dos Santos, morador do local, o síndico fez saques de valores altos e até transferências para a conta pessoal, na boca do caixa, deixando zerada a conta do condomínio. “Ele gastou o dinheiro do fundo de reserva, fez saques altos, transferiu para a conta dele e gastou, e não sabemos com o quê”, explicou.

“Já faltou água, luz, cortaram o gás, tudo porque ele não pagava as contas. Nós pagamos todos os meses as taxas, mas ele não quitava as contas”, reclamou dos Santos, acrescentando que todos os moradores estão insatisfeitos com a má administração do síndico, que não dá satisfações sobre o uso do dinheiro dos moradores.

Ontem à tarde, moradores entregaram um documento na administração do condomínio solicitando uma assembleia com o objetivo de afastar o síndico.

Cláudio Cardoso também é investigado no 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP). De acordo com o delegado Bruno Hitotuzi, um inquérito policial foi instaurado no início de junho para investigar o caso. “Nós recebemos do Ministério Público esse caso e já estamos em fase de conclusão”, explicou.

“Nós temos provas conclusivas de que ele usou dinheiro e não justificou os gastos. Então se ele gastou com algo e não comprovou, então o serviço não existiu e o dinheiro está com ele. Na teoria é assim”, explicou. Cláudio é suspeito de ter se apropriado de R$ 300 mil. “Além do total que ele não prestou contas, ainda há dívidas no valor de R$ 240 mil porque ele não pagou fornecedores”, explicou.

Na delegacia, Cláudio foi ouvido, mas negou o crime e alegou que o problema do condomínio foi por conta da gestão anterior. O síndico será indiciado pelo crime de apropriação indébita majorado. A reportagem tentou contato com ele, mas não obteve sucesso.

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