Publicidade
Manaus
TRANSPORTE PÚBLICO

Sinetram deve pagar débito referente aos feriados trabalhados no próximo sábado (18)

A falta destes pagamentos ocasionou uma paralisação de 2 horas, nesta quarta-feira (15), na empresa Líder Transportes, prejudicando em torno de 20 mil pessoas em bairros da Zona Norte 16/02/2017 às 05:00
Show sinetram088
Categoria reivindica pagamento dos feriados trabalhados nos dias 25 de dezembro de 2016 e 1º de Janeiro de 2017
Silane Souza Manaus (AM)

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) se comprometeu a pagar, no próximo sábado, qualquer débito referente aos feriados trabalhados nos dias 25 de dezembro de 2016 e 1º de Janeiro de 2017. A falta destes pagamentos ocasionou uma paralisação de 2 horas, nesta quarta-feira (15), na empresa Líder Transportes, que prejudicou em torno de 20 mil pessoas em bairros da Zona Norte.

A manifestação começou às 4h e terminou por volta de 6h, período em que membros do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) impediram a saída dos carros da garagem da Líder, situada no bairro Cidade Nova. A empresa opera 21 linhas, com 85 ônibus em bairros da Zona Norte, de acordo com o Sinetram.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josildo Oliveira, as empresas Líder, Açaí, Vega, Expresso Coroado e São Pedro até agora não pagaram os funcionários que trabalharam nos feriados de Natal e ano novo. “Os trabalhador trabalharam nesses feriados, mas eles não querem pagar. A paralisação foi por conta disso”, garantiu.

Josildo disse que as empresas têm que entender que não podem ficar com o dia trabalhado de seu funcionário. “O trabalhador sabe quando a empresa não paga feriado ou hora extra. Ele nos informar quando isso acontece como agora. Tanto é que, depois da manifestação, o presidente do Sinetram assinou o documento se comprometendo a fazer o pagamento do povo dia 18”, afirmou.

Dissídio

O vice-presidente do STTRM, Josildo Oliveira, disse ontem que o acordo sobre o dissídio coletivo da categoria deve ser fechado antes da reunião no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região AM/RR (TRT11), marcada para o próximo dia 24. Conforme ele, as negociações com os empresários do sistema de transporte coletivo estão bem encaminhadas. “Estamos trabalhando para fechar o acordo antes. Está quase tudo encaminhado. Faltam só alguns detalhes para a gente fechar”, evidenciou.

As negociações vêm sendo discutidas diretamente entre trabalhadores e empresários desde o último dia 7 quando uma audiência realizada na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT/ PRT11ª Região) terminou sem acordo, sob o argumento de que os envolvidos iriam continuar as conversas sem a presença do Ente Ministerial. No dia 17 de janeiro deste ano, a categoria paralisou 100% da frota de ônibus em protesto pelo pagamento do dissídio coletivo.

'Mantendo diálogo'

A Prefeitura de Manaus informou que mantém diálogo com as categorias do sistema de transporte coletivo sempre a fim de evitar que os usuários sejam prejudicados por impasses entre os trabalhadores e os empresários, o que tem conseguido com êxito, tendo em vista as recentes suspensões de paralisações anunciadas pelos rodoviários.

O município informou, ainda, que a paralisação de ontem foi de uma única empresa, por determinação administrativa da própria organização, pontual, não representando a decisão de uma categoria, a qual tem dialogado através de seus representantes com a prefeitura. “Em relação aos outros questionamentos, tão logo tenhamos definições, estas serão comunicadas à imprensa”, disse em nota.

Reajuste da tarifa

O valor da tarifa técnica do sistema de transporte coletivo de Manaus deve ser de R$ 3,79 e não de R$ 3,55 como atualmente. A informação é do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) que fez o cálculo em cima da suspensão da isenção dos impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) e sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) pelo Governo do Estado.

De acordo com o Sinetram, a suspensão da isenção desses impostos, anunciada no final de janeiro, gera um custo de adicional de R$ 0,2403 no valor da tarifa atual, ou seja 6,77% de aumento. A entidade explicou que a interrupção no subsídio do ICMS do combustível representa um aumento de R$ 0,1746, do IPVA de 2016 R$ 0,0399 e do IPVA de 2017 R$ 0,0258.

O assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, explicou que a isenção fiscal visava reduzir o custo da tarifa para o usuário, sem nenhum repasse de recursos às empresas, as quais fazem suas previsões de despesas também com base nessa isenção, ou seja, uma despesa menor que as mesmas têm com o diesel.

 “Mesmo que o governo tenha suas razões para acabar com a isenção, nós respeitamos, ele não pode retirar um incentivo fiscal de uma hora para outra, isso demanda estudos e prazos. As empresas trabalham com planejamento, com custo e com receita. Imagina se o Governo Federal, de um dia para o outro, acabasse com os incentivos da Zona Franca de Manaus (ZFM)? Isso é impensável!”, destacou.

A Prefeitura de Manaus não se manifestou sobre o novo valor da tarifa previsto pelo Sinetram.

 

 

Publicidade
Publicidade