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Manaus
APURAÇÃO

Sinetram diz ao TRE-AM que recebeu ordem para ônibus ficarem parados

Diretor-geral do órgão determinou a normalização do serviço e afirmou que a prática, que se configuraria como crime eleitoral, será apurada pelo Tribunal Regional Eleitoral 30/10/2016 às 11:51 - Atualizado em 30/10/2016 às 12:51
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População apertada de um lado e ônibus vazios de outro: TRE prometeu apuração (Foto: Aguilar Abecassis)
acritica.com Manaus (AM)

O diretor-geral do TRE/AM, Messias Andrade,  informou, em coletiva de imprensa na manhã deste domingo, que o Tribunal Regional Eleitoral constatou que ônibus coletivos estavam parados no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus, e no Terminal 4, Zona Leste, regiões que concentram grande número de eleitores.  

Segundo ele, ao entrar em contato com o Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus), o próprio sindicato respondeu que recebeu a “orientação” para que os ônibus ficassem parados. O TRE/AM, então, deu ordem para que os coletivos voltassem a circular, o que, de acordo com Messias Andrade, foi obedecido.   “Foi de forma espantosa que recebemos essa informação, pois havia um movimento alto de pessoas. Pedimos em nome da presidência que imediatamente esses ônibus começassem a circular. Cinco minutos depois, entramos em contato e nos foi informados que os ônibus começaram a circular. No que diz respeito ao acordo que foi afirmado entre os órgãos gestores, estamos policiando e pedimos ajuda para que qualquer situação nos seja comunicado”, reforçou.

Imagens feitas pela reportagem de A CRÍTICA na manhã de hoje mostram passageiros se espremendo para tentar entrar em ônibus nos terminais 4 e 5, ambos na Zona Leste de Manaus, enquanto os coletivos vazios ficavam em filas. O diretor de transportes da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Costa Neto, disse que neste segundo turno a estratégia foi mudada. Os funcionários não estão cumprindo quadro de horário e os ônibus saem quando as plataformas ficam com uma quantidade suficiente de usuários.

“Vamos apurar. Isso se caracteriza crime eleitoral, caso isso tenha partido de algum gestor, porque, afinal de contas, nós fizemos uma ata, um acordo, com diversos órgãos, inclusive com a Prefeitura, e não admitimos que essa prática aconteça novamente”.

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