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Sinetram diz que vai tentar impedir greve dos rodoviários na Justiça

Greve foi decidida nesta quinta-feira (12) em assembleia; rodoviários prometem parar 70% da frota na terça-feira e já comunicaram Sinetram da paralisação 13/01/2017 às 18:49
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Ônibus devem ficar nas garagens na próxima terça-feira, caso Sinetram não consiga liminar (Foto: Arquivo AC)
acritica.com Manaus (AM)

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), informou hoje, por meio de nota, que vai entrar com o pedido de liminar junto à Justiça do Trabalho na próxima semana, na tentativa de impedir uma nova greve no sistema de transporte. Na tarde desta sexta-feira (13), o Sindicato dos Rodoviários enviou ofício informando da possível paralisação prevista para o próximo dia 17.

A greve foi decidida na tarde desta quinta-feira. Os motivos alegados pelos trabalhadores são o descumprimento do pagamento da insalubridade da empresa Transtol, o reajuste salarial da categoria  e assuntos gerais, entre os quais a falta de segurança dentro dos coletivos. 

A assessoria jurídica do Sinetram alega que a ameaça de greve se dá por motivos impróprios já rechaçados pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em decisões ano passado, referentes ao Dissídio Coletivo de 2016 que está sub judice no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Ainda segundo o departamento jurídico, a data base da categoria é apenas no da 1º de maio, e o Sinetram tem até lá para discutir essa questão com a categoria.

Na visão do Sinetram, um dos motivos questionados pelos rodoviários, que é a segurança dentro dos coletivos, foge à alçada do sindicato. "O problema da segurança pública é de responsabilidade do Estado e não cabendo as empresas serem responsabilizadas por isso, do ponto de vista trabalhista", diz a nota do Sinetram. 

 

Caso seja deflagrada a greve, mais de 500 mil pessoas serão prejudicadas pela falta do serviço essencial. “Esperamos que na segunda-feira (16), tenhamos um desfecho positivo em relação a estes assuntos e a população não venha a ser prejudicada com a falta de coletivos”, ressalta o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges.

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