Sábado, 20 de Julho de 2019
Manaus

Sinetram quer garantir ônibus aos usuários e impedir transtornos nesta quinta (11)

De acordo com o assessor jurídico do Sinetram, a ação objetiva o estabelecimento mínimo operacional de 70% da frota de ônibus



1.jpg Sinetram quer garantir ônibus aos usuários e impedir transtornos nesta quinta (11)
10/07/2013 às 11:47

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) entrou com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para impedir que a greve dos rodoviários prejudique o sistema de transporte coletivo nesta quinta-feira (11). O pedido de antecipação de liminar foi feito na noite da última terça (9), e uma decisão deve sair nas próximas horas.

De acordo com o assessor jurídico do Sinetram, a ação objetiva o estabelecimento mínimo operacional de 70% da frota de ônibus, uma vez que, caso a paralisação atinja um quantitativo maior, quem sofrerá as consequências é a população. Em entrevista coletiva concedida na terça-feira, o próprio presidente da associação dos rodoviários, Givancir de Oliveira, disse que pretende paralisar 70% da frota em Manaus.

“Trabalhadores deixarão de chegar aos seus trabalhos gerando graves impactos econômicos. Mães deixarão de levar seus filhos ao médico. Estudantes deixarão de comparecer a escola e, até mesmo, cidadãos poderão vir a sofrer danos graves de natureza moral ou física em virtude da paralisação”, assinala a ação protocolada pelo Sinetram.

O pedido de antecipação de liminar para impedir a paralisação ainda lembra que na semana passada, a juíza Maria das Graças Alecrim Marinho, do TRT, concedeu liminar determinando que todas as paralisações deveriam ser comunicadas de forma oficial ao Poder Público e ao Sinetram. O despacho assinala multa de R$ 50 mil por hora, caso o sindicato dos rodoviários descumpra o que estabelece a Lei.

“A paralisação que eles pretendem para quinta-feira causa danos irreparáveis ao sistema de transporte, à viabilidade econômica do serviço, prejudicando a população mais pobre e, inclusive, os trabalhadores, já que a não prestação do serviço inviabiliza o pagamento de salários e benefícios contratuais”, finaliza Fernando Borges.

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