Publicidade
Manaus
GREVE GERAL

Sinetram vai à Justiça para tentar suspender greve dos rodoviários nesta sexta-feira

Decisão está nas mãos da presidente do Tribunal Regional do Trabalho - que não terá atividades na sexta-feira em apoio ao movimento nacional de paralisação 26/04/2017 às 18:20
Show img0017264155
Sindicato prometeu paralisar 70% da frota (Foto: AC)
acritica.com Manaus (AM)

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) acionou o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (Amazonas e Roraima) para impedir a greve dos rodoviários anunciada para esta sexta-feira (28). A greve foi anunciada pela categoria como parte dos protestos nacionais contras as reformas da Previdência e trabalhista. 

O processo está sob análise da presidente do TRT, Desembargadora Eleonora Saunier.  O órgão comandado por ela, no entanto, já suspendeu suas atividades nesta sexta-feira para aderir à greve e emitiu nota favorável ao movimento.  

Segundo o Sinetram, cerca de 800 mil pessoas usam o transporte coletivo em Manaus diariamente e seriam prejudicadas pela paralisação. Conforme o presidente do Sindicato dos Rodoviários, a paralisação de 70% da frota ocorreria até o meio-dia desta sexta-feira, para protestar contra medidas que estão sendo tomadas pelo Governo Federal. 

Em nota, o Sinetram afirma apelar para que seja  evitada a prática de bloqueio de garagens, terminais e corredores de transporte, assim como a depredação dos ônibus e agressão aos profissionais de transporte que optarem por continuar as atividades.

“Ao insistir na paralisação, o Sindicato dos Rodoviários  banaliza aquele que deve ser tratado como último recurso de reivindicação da categoria. Além disso ignora as pessoas que dependem do transporte coletivo para se deslocar, muitas vezes por motivos inadiáveis como tratamentos de saúde ou atender a uma oportunidade de emprego. Faz da greve também uma prática ilegal e contumaz de perturbação da ordem e uma agressão à população e aos próprios profissionais das empresas de transporte que desejam garantir seu acesso ao serviço”, afirma a nota.

Segundo o Sinetram, qualquer paralisação no sistema de transporte obrigatoriamente necessita de justificativa objetiva e procedimentos legais, tais como a comunicação prévia ao Sinetram e aos usuários com uma antecedência de 72 horas e a definição de uma frota mínima para o atendimento à população.

Na sexta-feira, mais de 20 sindicatos que representam categorias diversas de trabalhadores do Amazonas já anunciaram paralisações. Entre elas, estão professores, metalúrgicos, vigilantes, bancários e também trabalhadores do Tribunal Regional do Trabalho, onde o expediente na sexta-feira foi suspenso. 

Publicidade
Publicidade