Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
MEDIDA

Sinteam vai entrar com petições junto ao MP para investigar conduta de policiais

Antes de Bolsonaro chegar a Manaus, policiais rodoviários federais armados teriam questionado movimentos sociais sobre a pretensão de fazerem atos de protesto contra o presidente



GRUPO_3B9DF458-9BDE-419D-B992-1FBC9E9DC01E.JPG Foto: Márcio Silva
24/07/2019 às 15:46

Após três homens vestidos com a farda da Polícia Rodoviária Federal (PRF) questionarem movimentos sociais e sindicatos sobre manifestações contra o governo Jair Bolsonaro, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Amazonas (Sinteam) explicou na tarde desta quarta-feira (24) que vai entrar com petições de apuração junto a órgãos como Ministério Público. Segundo afirmaram, os homens chegaram armados dentro do carro adesivado da PRF.

"Marcamos uma reunião às 17h. Eles chegaram 16h40, não sei como souberam da reunião; era fechada para diretores de movimentos. Marcamos para falar sobre os atos organizados durante a visita do presidente a Manaus, a amanhã (quinta). Foi uma clara intimidação", explicou o secretário de finanças do Sinteam, Cléber Ferreira.



Uma reunião marcada no fórum Ministro Henoch Reis ocorreu hoje com a presidente do Sinteam, o Movimento Brasil Livre e a Central dos Trabalhadores do Brasil (CUT). A presidente sindical, Ana Cristina Rodrigues, disse que foram encorajados a buscar o direito à livre manifestação.

"Um defensor nos orientou a buscarmos órgãos competentes para nos amparar nessa situação. Iremos solicitar a abertura de um inquérito de apuração no Ministério Público Federal para saber o que aconteceu. A Ordem dos Advogados no Brasil/seccional Amazonas também nos deu apoio", falou.

Em suas redes sociais, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) disse que irá inquirir o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para explicar o ocorrido. Uma carta aberta à sociedade será publicada pelo Sinteam explicando as ações públicas que serão movidas, incluindo a exaltação ao livre direito de protesto.

"Eles foram truculentos na recepção. Disseram que estavam a mando do Exército Brasileiro, porém o Exército não afirmou isso e a PRF diz que não irá se pronunciar", completou Rodrigues. A reportagem entrou novamente em contato com a PRF nesta manhã, porém a assessoria jurídica informou por telefone que o órgão não irá se pronunciar sobre o caso.

Ele relatou que os três homens não mostraram documentos para comprovar identificação. Após perguntarem como iriam se dar os protestos, ainda ficaram cerca de 30 minutos na sede sindical, onde outros movimentos também estavam.

"Não seremos fichados"

"Portavam armas pesadas; fuzis nas mãos o tempo todo, além das armas que tinham no corpo. Isso nunca aconteceu antes. Deixamos claro a legitimidade das manifestações. Não vamos fechar nenhuma rua, porque queremos que o presidente chegue à Suframa para tratar de políticas públicas pro Amazonas. Em tempos de democracia, não aceitaremos sermos fichados", defendeu o secretário Cléber Ferreira.

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Jornalista
Formado pela Faculdade Boas Novas. Pós-graduando em Assessoria de Comunicação e Imprensa e Mídias Digitais. Com passagens por outros veículos locais, hoje atua nas editorias de política e economia de A Crítica. Valoriza relatos humanizados e contos provocativos do cotidiano.

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