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Manaus
POLÍTICA

Situação da saúde causa atritos entre governistas e oposição na ALE-AM

O deputado Wilker Barreto fez duras críticas à atual situação, rebatidas pelo líder do governo, Carlinhos Bessa (PV) 12/02/2019 às 16:47
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Da esquerda para direita, deputados Carlinhos Bessa e Wilker Barreto. Foto: Divulgação
Wal Lima Manaus (AM)

A sessão de ontem (12), na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), foi marcada pela tensão entre parlamentares da oposição e da base governista. O motivo foi a questão da saúde no Estado, onde profissionais como médicos e enfermeiros estão com salários atrasados. O deputado Wilker Barreto fez duras críticas à atual situação, rebatidas pelo líder do governo, Carlinhos Bessa (PV).

Bessa ressaltou que o problema foi herdado pela gestão do ex-governador Amazonino Mendes (PDT), que entregou a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) com uma dívida de R$ 1,1 bilhão e um estoque de apenas 12% na Central de Medicamentos (Cema). Atualmente, o abastecimento já chegou a 20%.

Na tribuna, o parlamentar ainda chegou apresentar uma lista com mais de mil itens que já estão sendo entregues pela Cema desde 4 de fevereiro.

“Nossa meta é concluir estas entregas até o dia 9 de março. Este é o tempo que o governo está pedindo para solucionar o problema da saúde”, afirmou Bessa.

Na última segunda-feira (11), o governador Wilson Lima (PSC), afirmou que a previsão é que o estoque da Cema chega a 50% nos próximos dias.

“Estamos nos reunindo com os diretores de cada unidade de saúde para saber quais as reais circunstâncias de cada local, pois, ouvindo eles, iremos economizar algo cerca de R$ 36 milhões por ano, pois muitos dos medicamentos comprados até a gestão anterior foram jogados no lixo por falta de uso”, afirmou o governador na ocasião.

FTI

Para quitar a dívida na saúde, já vem sendo estudado pela liderança do governo na ALE, a proposta de solicitar os recursos do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Amazonas (FTI), que segundo Carlinhos Bessa, se não for solicitada, será “impossível retirar o Estado do colapso que está”.

Vale lembra que no final da gestão de Amazonino Mendes (PDT), mais precisamente em novembro de 2018, a ALE chegou aprovar uma matéria que permitiu ao governo efetivar as despesas da saúde com recursos do FTI e FMPES (Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas), do qual foram disponibilizados R$ 122 milhões.

Ministério Público

O deputado estadual Wilker Barreto (PHS), protocolou ontem duas representações no Ministério Público do Amazonas (MP-AM), solicitando melhorias na área da saúde pública.

A primeira representação solicita que o MPE-AM fiscalize as demandas de medicamentos nos hospitais e prontos-socorros João Lúcio (Coroado), Platão Araújo (Jorge Teixeira), 28 de Agosto (Adrianópolis) e Central de Medicamentos do Amazonas (Cema, na Praça 14 de Janeiro). Quanto à segunda representação, foi solicitada a apuração da morte de um homem em Santa Isabel do Rio Negro, a 846 km de Manaus, que teria morrido após não conseguir internação em um pronto-socorro da capital por falta de leito.

“Estou espantado com a falta de planejamento de um governo que está praticamente 100 dias, a contar com a transição, analisando os casos. Não estou falando que a gestão passada não tem culpa, mas a partir do momento que a nova gestão assume, ela tem a responsabilidade. Estamos falando de medicamentos vitais, que com a falta deles tiram vidas. O pior de tudo é vir ao Ministério Público e saber que o problema está maior do que eu vinha apurando”, destacou Wilker.

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