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SMTU informa que só os executivos novos devem continuar trafegando em Manaus

Superintendência Municipal de Transportes Urbanos anunciou que as condições e o tempo de uso dos veículos serão os critérios para definir as exclusões do sistema 12/03/2013 às 11:45
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Atualmente, 260 micro-ônibus executivos circulam em Manaus, segundo a SMTU, que vai reduzir esse número para 80
Florêncio Mesquita ---

Um dos critérios para reduzir a frota de micro-ônibus que atuam no sistema de transporte executivo será a idade, condições e tempo de uso dos veículos. Os detalhes que embasarão a lista de seleção dos veículos que continuarão no transporte estão sendo elaborados pela Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). Ela será publicada no edital da primeira licitação do transporte, em Manaus.

Atualmente, 260 executivos operam diariamente na cidade, segundo levantamento realizado pela SMTU. A Federação das Cooperativas de Transporte do Amazonas (Fecootram) defende que são 248 veículos. Com a redução da frota, o número de micro-ônibus cairá para 85 veículos, quantidade definida pela Prefeitura de Manaus dos executivos que poderão continuar a operar no sistema. A mudança, que deixará de fora pelo menos 163 micro-ônibus, ainda não tem data para ser implantada, mas o titular da SMTU, Pedro Carvalho, garante que será o mais breve possível.

“O edital está sendo elaborado e mesmo não tendo uma data, essa mudança vai acontecer o mais breve possível. Não posso precisar se vai ser em um mês ou dois porque precisamos fechar a licitação, mas será em breve”, disse.

O superintendente Pedro Carvalho ressaltou que o corte no número de micro-ônibus do sistema executivo em circulação na capital é “necessário e irremediável”. A iniciativa faz parte também do conjunto de melhorias pra o transporte público na cidade, implantado pela atual gestão municipal.

Só o nome

Carvalho destacou ainda que, pelo fato de nunca ter sido realizada uma licitação para o sistema de transporte executivo, estabelecendo regras que a prefeitura pudesse fiscalizar o cumprimento, esse modelo de transporte se deteriorou.

“O executivo hoje está só no nome e mantém uma tarifa diferenciada de R$ 4,20 que é mais cara que a do transporte convencional. O transporte executivo, na prática, não é executivo. Esse transporte foi criado para a população andar com ar condicionado, sentada, e não em veículos lotados e sem estrutura adequada. Tem que ser um transporte com nível superior ao convencional, onde os passageiros fiquem sentados, tenham bancos reclináveis e confortáveis”, disse.

O superintendente acredita que, a partir da licitação e redução da frota, o município terá mais controle e os 80 carros que restarem terão que atender as normas e oferecer qualidade no serviço à população.

Reajuste mesmo com frota menor

Mesmo com o corte no número de executivos, o valor da tarifa do transporte será reajustado. Para o superintendente municipal de transportes urbanos, Pedro Carvalho, o valor seguirá a mudança que atingirá o transporte convencional cuja tarifa atual está em R$ 2,75. Ele explicou que não há como estimar um valor para a nova tarifa dos executivos, mas garante que tudo será informado no momento adequado.

Quanto ao reajuste no transporte convencional, Carvalho informou que não há novidades. Na última semana, o prefeito Artur Neto declarou que a tarifa seria reajustada porque não havia mais como remediar a mudança. O último cálculo feito pela prefeitura apontou R$ 2,91 como o novo valor, mas está defasado em 17 meses e novos cálculos estão sendo feitos para chegar à tarifa corrigida.

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