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Só muito sorvete para amenizar o calor típico do Verão Amazônico

Manauaras ‘invadem’ as sorveterias para fugir do calor intenso e comerciantes comemoram aumento de até 30% nas vendas 21/09/2015 às 09:18
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Os sete membros da família Reis fazem da sorveteria um ponto de encontro “refrescante”
Juliana Geraldo Manaus (AM)

Pode ser no cascalho, no copinho, em taças de sunday, ou em forma de paletas mexicanas. Tomar sorvete virou uma das formas preferidas do manauara para combater as altas temperaturas desse verão, que em setembro tem chegado com facilidade aos 40º.

Os comerciantes do setor comemoram. Em algumas sorveterias da cidade, o aumento nas vendas, só entre o final de agosto e setembro já  chega a 30%. Nos salões dos estabelecimentos, o aumento da procura pelo produto é evidente, com pessoas de todas as idades fazendo filas nos balcões. Mas são as crianças que compõem o público mais exigente.

“O calor é tão forte que ela, que sempre prefere ir para o parquinho primeiro, dessa vez, optou por tomar logo o sorvete. ela é ‘sorveteira’ de carteirinha, ainda mais em setembro”, brinca  Glenilce Lima,49 sobre a neta Lawry Lacerda, de 5 anos.

O eletricista Roberto Cavalcante, 45, também disse que domingo é dia de levar os filhos para tomar sorvete. “Eles pedem para vir e é mesmo uma forma de aliviar o calor. Em dias quentes como hoje, passamos o dia no ar-condicionado e se saímos tem que ser pra tomar sorvete”,  conta ele que, com a esposa, levou os filhos, Pedro e Giovanna, para se deliciar em uma sorveteria da cidade.

Até mesmo uma família inteira, com sete integrantes de gerações variadas, marcou um encotro na sorveteria para combater as altas temperaturas. A família Reis, fez até “brinde” com os cascalhões de sorvetes, para comemorar um fim de tarde   um pouco mais ameno na cidade.  

Comércio preparado

Para atender a demanda crescente, os comerciantes do segmento estão preparados. O proprietário da fábrica e da rede de lojas da Glacial, José Antônio Loyo, por exemplo, diz que precisou, inclusive, fazer novas contratações no final de agosto, devido ao aumento do movimento nas lojas.


Crianças são os principais clientes das sorveterias. Evandro Seixas

“Contratamos, aproximadamente 12 funcionários para dar conta de tamanha movimentação. No ano passado, o crescimento das vendas girou entre 20% e 22% frente ao mesmo período do ano anterior. Esse ano, o incremento já está na casa dos 30%. As vendas aumentam proporcionalmente ao calor”, avaliou o empresário.

Loyo acrescentou que também fez investimos em equipamentos para a fábrica e em novos produtos para atrair, ainda mais a clientela. “Lançamos, por exemplo, as paletas mexicanas - picolé artesanais -  a preços mais populares do que os encontrados no mercado”, completa.  

Verão sem crise para empresários

Além de Loyo, outros empresários do setor também comemoram a boa fase. A fábrica e rede de franquias Gusta+, especilizada em paletas mexicanas, também tem garantido bons resultados com o verão. Marca, que ainda é novidade no mercado, já registra um crescimento de 15% nas vendas, em setembro, em relação a meses anteriores, segundo o empresário da marca, Gustavo Picanço.

Um dos franqueados da Gusta+, Luiz Gustavo Vital, explica que os picos de vendas da loja ocorrem nos fins de semana logo após o almoço e o jantar, para consumo na loja,  mas  ao longo do dia, os clientes compram para consumir em casa. “Pedimos em torno de 600 paletas a cada três ou quatro dias para atender essa demanda do verão”, calcula Luiz.

Já a sorveteria Lamb Lamb, que possuia três lojas, na zona Leste da cidade, aposta nos preços baixos  que variam entre R$ 3 e R$ 6, sendo tanto na casquinha quanto no copo. “Nesta época do ano, o crescimento das vendas chega a ultrapassar  a marca de  30%”, diz o sócio- proprietário, Ivaldo Correia.

Em números

90,5% foi o quanto cresceu  o consumo de sorvetes no Brasil, nos últimos onze anos. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (ABIS), em 2003 o mercado de sorvetes vendeu 685 milhões de litros, enquanto  em 2014, foram 1,3 bilhão de litros.

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