Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
TRANSFERIDOS

Sobe para 284 o número de detentos levados para a antiga Cadeia Pública Vidal Pessoa

Presos ameaçados de morte vêm sendo transferidos desde o massacre de 60 internos nos presídios. Cadeia havia sido fechada a pedido do CNJ



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(Foto: Antônio Lima)
05/01/2017 às 11:21

O Comitê de Gerenciamento de Crise do Sistema de Segurança Pública do Amazonas atualizou nesta quinta-feira (5) o número de detentos ameaçados de morte que foram transferidos para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, antiga unidade prisional fechada em outubro do ano passado a pedido do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Até o momento, 284 presos foram levados para a Vidal, presídio localizado no Centro Histórico de Manaus.

Os presos vêm sendo levados para a Vidal desde o início da semana, quando ocorreu o massacre nos presídios do Estado com a morte de 60 internos. Os detentos transferidos estavam alocados em quatro unidades prisionais localizadas em Manaus: o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) e o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), todos situados no Km 8 da BR-174, e ainda Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), que fica no bairro Puraquequara.

“Eles (detentos levados à Vidal) compreendem que essa é a situação deles, mas sabem que vão ter que esperar um pouco. Pelo menos eles estão com a integridade física garantida. Eles estão confortáveis aí? Claro que não, mas não estão sendo maltratados e não correm riscos aí”, disse o secretário, ontem, o secretario de Segurança Pública, Sérgio Fontes, durante visita à Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa.

Segundo o governo, os presos levados para a cadeia desativada Raimundo Vidal Pessoa estavam com risco de morrer por rixas, dívidas ou por serem membros da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo criminoso rival da Família do Norte (FDN), que liderou a chacina nos presídios. No massacre, 56 detentos foram assassinados no Compaj no domingo (1º) e mais quatro foram mortos na UPP, na segunda (2). Durante a rebelião, 184 preso também fugiram, e até o momento 63 foram recapturados, restando 121 nas ruas.

De acordo com Sérgio Fontes, a tendência é que os detentos permaneçam na Vida Pessoa por “no máximo” dois meses e, então, sejam transferidos para uma segunda unidade do Centro de Detenção Provisória Masculino, que segundo ele tem 82% das obras concluídas. O secretário de Segurança afirmou, ainda, que policiais militares estão ajudando na guarda dos detentos na Vidal.


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