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Manaus
relatório

Sobe para mais de 1,5 mil o número de pessoas confirmadas com Zika em Manaus

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou nesta quinta-feira (16) um novo Informe Epidemiológico sobre o zika vírus na capital amazonense, que tem, ainda, 18 casos suspeitos de microcefalia 16/06/2016 às 17:44 - Atualizado em 16/06/2016 às 18:28
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ACRITICA.COM* Manaus (AM)

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) divulgou nesta quinta-feira (16) os números do 46º Informe Epidemiológico, com a atualização dos dados sobre o vírus Zika em Manaus. De acordo com o documento, foram notificados até o último dia 14 de junho 1.512 casos confirmados da doença e descartados 2.354 casos suspeitos. Outros 950 casos encontram-se em investigação no momento.

O informe mostra ainda que, entre as mulheres grávidas, que representam um grupo de atenção prioritária por conta do risco de microcefalia em bebês cujas mães foram expostas ao vírus, o número de casos suspeitos de zika chega a 937. Deste total, 257 foram confirmados, 481 foram descartados e 199 ainda estão em investigação.

Manaus tem atualmente 18 casos suspeitos de microcefalia. Apenas um dos casos teve relação confirmada com o zika vírus, sendo o de um bebê cuja mãe relatou ter adquirido a doença em Boa Vista (RR). Dos demais casos suspeitos registrados pela Semsa, quatro não têm relação com o zika, quatro foram descartados e nove permanecem em investigação. 

No Amazonas, já existem 6 casos confirmados de microcefalia e/ou malformações. O Ministério da Saúde confirmou 1.581 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita em todo o País.

O secretário municipal de saúde, Homero de Miranda Leão Neto, destaca que a vigilância em relação às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, principalmente a infecção por zika, são feitas de modo permanente. “Continuamos em alerta, colocando em prática estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento epidemiológico, com a meta de reduzir os riscos, o adoecimento e as consequências mais graves que, no caso do zika vírus, referem-se à ocorrência de microcefalia”.

Até o momento, a secretaria recebeu 4.893 denúncias de focos do mosquito por meio do Disque Saúde (0800 280 8 280) e 4.519 locais já foram vistoriados pelos agentes de endemias e pelos drones, equipamento de sobrevoo usado para identificar remotamente locais considerados de risco.

Para auxiliar o poder público nas ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chinkungunya e zika vírus, 1.689 brigadas contra o mosquito já foram implantadas, com a formação de 8.902 voluntários contra o mosquito.

“A formação de ‘brigadistas’ contra a dengue viabiliza a participação ativa e qualificada da população nas ações de controle do Aedes em bairros, no interior das casas e nos locais de trabalho, incluindo o serviço público, a indústria e o comércio”, diz o secretário, ressaltando que as denúncias de locais com acúmulo de água, potenciais criadouros do mosquito vetor, feitas pelo 0800, têm sido um importante norteador de ações pontuais das equipes de vigilância. “A população tem ajudado a secretaria a reduzir as condições favoráveis à proliferação do Aedes”, acrescentou. 

A Vigilância Sanitária e os fiscais do órgão já inspecionaram 1.386 locais em Manaus e autuaram 111 imóveis e terrenos com alto risco de criadouros.

Brasil

Em relação aos óbitos em território nacional ligados ao zika, foram registrados 317 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto) no país. Destes, 73 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 198 continuam em investigação e 46 foram descartados.

O informe, desta vez do Ministério divulgado na última quarta-feira (15), reúne as informações encaminhadas semanalmente pelas secretarias estaduais de saúde referentes à semana 23 deste ano, que vai até 11 de junho.

O Ministério da Saúde ressalta que está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa, diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.

A pasta orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

*Com informações das assessorias de imprensa

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