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Manaus
SAÚDE PÚBLICA

Sobrevivente à raiva humana tem melhora e médicos lutam para amenizar sequelas

“Embora tenha balbuciado sons e apresentado leves movimentos, só o tempo poderá dizer se ele voltará a andar ou falar”, diz médico 27/02/2018 às 17:43
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Equipe médica que acompanha o jovem vítima de raiva humana. Foto: Reprodução/Internet
Nelson Brilhante Manaus (AM)

O leve movimento de um dos braços, respiração sem aparelhos, e gemidos são reações que parecem pouca coisa, se o paciente não fosse um dos únicos cinco sobreviventes afetados pelo vírus da raiva humana, no mundo, em todos os tempos. A leve recuperação do adolescente Mateus, 14, deixou esperançosa a equipe multidisciplinar que o acompanha na Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste.

“Embora tenha balbuciado sons e apresentado leves movimentos, só o tempo poderá dizer se ele voltará a andar ou falar. Entretanto, isso, que parece pouco, é muito e nos deixa bastante otimistas. O processo é de reabilitação para que ele recupere as funções essenciais, e as melhoras são significativas”, disse o infectologista Antônio Magela, diretor de Assistência Médica da FMTA e coordenador da equipe multidisciplinar que acompanha o adolescente.

Para o acompanhamento sem riscos de contaminação, foi montada uma enfermaria privativa nos moldes de uma internação semi-intensiva, inclusive com acomodação para os pais do paciente. Como uma das graves sequelas são na área neurológica, como perda de memória e de outras reações cerebrais, sua recuperação depende muito da presença dos pais.

Morador de uma comunidade ribeirinha no Rio Unini, em Barcelos (a 399 quilômetros de Manaus), Mateus, antes de ser trazido a Manaus, teve um casal de irmãos mortos pela ação do mesmo vírus, transmitido por mordidas de morcegos.

“Estamos focados na reabilitação e assim oferecer as condições para que ele vá, com o tempo, recuperando funções essenciais para o organismo. Para isso, autorizei que fosse montada uma estrutura própria e adequada, e com um corpo clínico altamente qualificado para acompanhar o paciente”,  explicou o secretário da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), Francisco Deodato.

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