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#somotodosmarginais: grupos de ciclismo chamam a atenção para o acesso aos parques e praças

Há quatro semanas, um grupo amigas tiraram uma tarde para conhecer e ver o por-do-sol no parque Rio Negro e, assim que o grupo chegou no estacionamento do parque, as mulheres foram abordadas de forma grosseira pelo guarda do local as obrigando a descer das bicicletas 16/02/2016 às 09:11
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Ciclistas reclamam das restrições ao acesso aos parques e praças
Isabelle Valois Manaus (AM)

O movimento Pedala Manaus e outros grupos de ciclismo da capital, iniciam hoje (16) uma ação para chamar a atenção do poder público em relação a marginalização do ciclista a partir de restrições de acesso aos parques e praças administradas pelo Estado.

Há quatro semanas, um grupo amigas tiraram uma tarde para conhecer e ver o por-do-sol no parque Rio Negro, localizado na rua Beira Mar, bairro São Raimundo, Zona Oeste. Assim que o grupo chegou no estacionamento do parque, foram abordadas de forma grosseira pelo guarda do local as obrigando a descer das bicicletas.

“Ele nos abordou com grosseria e fazia sinal de parar dizendo que não era permitido pedalar dentro do parque, mas estávamos no estacionamento. Quando chegamos perto da calçada, descemos e empurramos a bike pelo parque”, contou a universitária, Tuza dos Anjos Salles de Aguiar.

A universitária comentou que assim como ocorreu no parque, em outros lugares que também foi visitar de bicicleta, ela foi proibida de pedalar. “O mais estranho é que no parque Rio Negro, existe uma via pintada de vermelha além da calçada. Toda via pintada de vermelho representa uma ciclovia, mas há placas de proibição de bicicleta no local. Realmente é algo sem explicação, temos que realmente saber se no projeto havia a ciclovia, pois está muito confuso. O mais estranho é que praticamente todas as praças e parques estaduais há a proibição, diferente dos municipais, onde há esse compartilhamento com os demais”, disse Tuza.

São por esse e por outros casos que surgiu a ideia da ação #somostodosmarginais. De início será divulgada nas mídias, mas os movimentos organizam outros tipos de ações nos próprios locais onde há a proibição.

Para os grupos de ciclistas, é necessário uma explicação por qual motivo vem ocorrendo essa proibição. Como não há a resposta, eles resolveram organizar a ação que se estende por todo mês de março.

Verticalizar o uso dos espaços

Para a coordenação do Pedala Manaus, o poder público, deve promover a igualdade, despertar a consciência e prover a educação e não verticalizar o uso dos espaços públicos.

“Pela dicção da palavra, marginal é aquele que vive a margem, que foi excluído do convívio social. A sociedade sempre conviveu com a figura dos marginais, taxando como tal, aqueles que infringem as leis, que são criminosos. O marginal carrega um estigma, de ser algo prejudicial e socialmente danoso, por isso, naturalmente repudiado.É assim que os usuários da bicicleta se sentem, em especial quando são proibidos de desfrutar do convívio social nos parques geridos pelo governo do Amazonas”, comentou Paulo Aguiar, um dos coordenadores do movimento.

“Proibir por proibir, sem qualquer justificativa só confirma o que todos já sabemos, a total incapacidade do governo de gerir e promover o convívio de todos, sem distinção, nos espaços que são do povo”, reforçou Aguiar.

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