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SSP-AM e MP-AM apresentam balanço da segunda fase da 'Operação Blackout'

Desta vez, os agentes foram atrás de equipamentos e bens utilizados por pessoas suspeitas de estarem ligadas às organizações criminosas voltadas à prática de crimes ambientais, contra o patrimônio, tributários e lavagem de dinheiro na invasão Cidade das Luzes 23/10/2015 às 17:48
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Balanço foi divulgado em coletiva de imprensa
Kelly Melo Manaus (AM)

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-AM) apresentaram um balanço da segunda fase da "Operação Blackout" realizada nesta  sexta-feira (23), na invasão "Cidade das Luzes", no bairro Tarumã, na Zona Oeste. 

De acordo com as investigações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco)  do MP e com apoio do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), revelou que facções criminosas patrocinavam a invasão.

Desta vez, o objetivo da operação foi dar cumprimento a mandados de busca e apreensão de equipamentos e bens utilizados por pessoas suspeitas de estarem ligadas às organizações criminosas voltadas à prática de crimes ambientais, contra o patrimônio, tributários e lavagem de dinheiro.

A operação contou com o apoio da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM), da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Eletrobras Amazonas Energia, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Polícia Civil do Amazonas (PCAM), Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Superintendência Estadual de Habitação (Suhab) e Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf).

De acordo com o secretário de Segurança Pública,  Sérgio Fontes,  tratores,  caminhões e um transformador foram apreendidos,  bem como estabelecimento comerciais foram fechados por não possuírem permissão para funcionamento.  Os produtos foram apreendidos pelos fiscais da Sefaz  e encaminhadas ao depósito do órgão. 

Segundo Fontes, alguns comerciantes extraiam  as matérias-primas da própria comunidade e as revendiam para os moradores,  como materiais de construção. “As invasões em áreas de proteção ambiental são sempre preocupantes e isso nos preocupava há um tempo. No entanto, a constatação de que essa invasão estava associada ao crime organizado é algo mais recente e estamos trabalhando para combatê-lo”, afirmou Fontes ao confirmar que a comunidade será alvo de outras etapas da operação Blackout.

Outra preocupação dos órgãos envolvidos na ação está relacionada ao dano ambiental provado na área, já que 61 hectares  de cobertura vegetal foram derrubados pelos invasores em menos de um ano. Além disso, um laudo apresentado pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) comprovou queo igarapé do Tarumã, que abastece a região, já está contaminado devido a abertura de fossa sanitárias sem um estudo adequado. A poluição hídrica pode chegar ao rio Negro.

“Nosso próximo passo serão as  tratativas o com estado no sentido de desapropriar o local e transformá-lo em uma  Área de Preservação Ambiental e depois trabalhar no reflorestamento para que aquela área volte ao status quo”, pontuou o procurador-geral, Carlos Fábio Monteiro.

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