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Manaus
ZONA NORTE

SSP faz operação no Viver Melhor após protesto pedindo retorno de líderes da FDN

Segundo a SSP-AM, após investigação, foi constatado que os manifestantes vieram do bairro Santa Etelvina, na Zona Norte, e de invasões próximas à localidade 09/05/2018 às 16:19 - Atualizado em 09/05/2018 às 16:23
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Foto: Divulgação/SSP-AM
acritica.com Manaus (AM)

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) vai realizar na tarde desta quarta-feira (09) uma operação em resposta ao protesto realizado hoje em que foi reivindicado o retorno de líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN) que cumprem pena no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná.

Segundo a SSP-AM, após investigação, foi constatado que os manifestantes vieram do bairro Santa Etelvina, na Zona Norte, e de invasões próximas à localidade. A operação terá como foco o Residencial Viver Melhor.

A medida foi anunciada pelo secretário de Segurança, coronel da Polícia Militar do Amazonas, Anézio Paiva, e a ação envolverá a PM, a Polícia Civil e a Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seap).

Participam da operação, policiais militares do Batalhão de Choque, das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e do Comando de Operações Especiais (COE), além de policiais civis de diversos departamentos.

O protesto

Cerca de 50 pessoas realizaram na manhã de hoje, em Manaus, uma manifestação em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis, na avenida André Araújo, na Zona Centro-Sul da capital, pedindo que os narcotraficantes “Zé Roberto da Compensa” e “João Branco”, líderes da FDN, cumpram pena em Manaus. Atualmente, os dois estão presos em presídios federais.

Durante o protesto, a cunhada de José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, que se identificou como Carolina Câmara, de 28 anos, afirmou que amigos, familiares e conhecidos dele decidiram fazer a manifestação para chamar atenção das autoridades do Amazonas. Eles também pedem o “retorno” do outro líder da FDN, João Pinto Carioca, o “João Branco”, à Manaus.

“A gente está aqui para pedir que os dois sejam julgados em Manaus. Não entendo o motivo deles estarem presos em outros estados porque os crimes aconteceram aqui. Muitos falam que os dois são criminosos. Mas eles também merecerem o apoio das suas famílias”, disse Carolina Câmara, acrescentando que o grupo estava reivindicando também mais moradia. "A outra reivindicação que a gente tem é sobre moradia. Precisamos disso. Temos várias invasões, que agora são comunidades, e precisamos tocar para  frente. Precisamos de energia e água", acrescentou.

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