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SSP quer combater ocorrências criminais em Escolas de Manaus

A maior parte das ocorrências envolveu casos de furto, com 447 registros. Neste ano, a secretaria já registrou 280 ocorrências 11/07/2013 às 10:53
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Escola Estadual Raimundo Gomes Nogueira, no Ajuricaba, Zona Centro–Oeste, onde alunos foram encontrados armados e se rebelaram, em abril deste ano
jornal a crítica Manaus

Quase 700 ocorrências policiais foram registradas nas escolas de Ensino Fundamental e Médio de Manaus durante o ano de 2012, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A maior parte das ocorrências envolveu casos de furto, com 447 registros. Neste ano, a secretaria já registrou 280 ocorrências. “A nossa preocupação é fazer um trabalho de prevenção a violência em geral, com o apoio da população, envolvendo os alunos, as famílias e a comunidade”, destacou o secretário-adjunto de Segurança Pública, delegado Francisco Sobrinho.

Por conta disso, a SSP lançou, nesta quarta (10), o projeto Caravana da Cidadania nas Escolas e Comunidades (CEC), que tem como meta prevenir a criminalidade nas escolas públicas da capital. Durante a primeira fase, serão atendidos aproximadamente 32 mil alunos da zona Sul, pertencentes a 33 escolas municipais e estaduais, segundo o delegado Francisco Sobrinho, que também é coordenador do projeto.

Uma comissão de Segurança deverá ser criada em cada escola, formada por pais, alunos e educadores que, em contato com os órgãos do Sistema de Segurança, acompanharão as demandas. “Se existe a suspeita de um aluno envolvido de alguma forma com o tráfico, essa comissão agirá com maior rapidez para seja feita alguma ação, preventiva ou repressiva, para resgatar esse jovem”, disse.

Sobrinho destacou ainda que todos os programas preventivos do sistema de segurança estarão envolvidos no projeto. “Vamos massificar o processo de prevenção e investigação nas unidades educacionais com o Proerd, Previne, Formando Cidadão, Pró-Vida e Secretaria-Executiva de Inteligência (Seai). Esperamos contar com apoio dos pais, professores, poder público e de toda a sociedade”.

As equipes do projeto vão passar de dois a três dias, em cada unidade, nos três turnos de aula, realizando palestras e oficinas com assuntos ligados à classe estudantil e problemas enfrentados dentro e fora das escolas. “Teremos ainda atividades esportivas e encaminhamento de denúncias para as unidades policiais competentes”.

Parceria
Outra ação do projeto CEC será o atendimento com psicólogos e assistentes sociais. A intenção é encaminhar para tratamento, de imediato, por meio dos órgãos competentes, pessoas que tenham envolvimento com o tráfico de drogas. O secretário de Segurança Pública, coronel Paulo Roberto Vital, disse que o principal legado será a interação da polícia com os estudantes, pais e educadores. “É essencial termos esse apoio para fortalecer nosso trabalho”.


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