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Startup de Manaus fica em 1º lugar em evento da ‘Universidade do Vale do Silício’

Aplicativo criado pelo biólogo Rafael Sousa, de 25 anos, que identifica doenças em peixes através de biossensor, recebeu voto de júri; Iniciativa da Udacity Brasil levará aluno ao Vale do Silício 26/04/2018 às 17:37
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Biólogo Rafael Sousa, de Manaus, durante sua participação no evento. Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

Na noite dessa quarta-feira (25), os jurados do Demoday Startup Founder Nanodegree, evento que reuniu startups de alunos da Udacity, conhecida como a Universidade do Vale do Silício, foram surpreendidos por uma ideia fora do comum. O biólogo Rafael Sousa, de Manaus, apresentou seu projeto direcionado aos piscicultores brasileiros e faturou o prêmio de uma viagem ao Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde estão presentes as mais importantes empresas de alta tecnologia.

Seu projeto, o Oi Peixe, trata-se de um biossensor, similar a um teste de gravidez, que identifica doenças em peixes sem a necessidade de sacrificá-los. O diagnóstico é instantâneo e os dados são salvos na nuvem do aplicativo da Oi Peixe. Além disso, por meio de processamento de imagem, o app mostra o que o peixe tem e sugere as melhores soluções para tratá-lo. O biossensor já está sendo desenvolvido em cima do mestrado do estudante, que analisa a espécie Tambaqui, a segunda mais cultivada no Brasil.

“Colocamos o biossensor no peixe e conseguimos identificar determinadas proteínas. Após o diagnóstico, por processamento de imagem, o aplicativo envia dados para a nuvem a fim de gerar soluções para o cultivo de peixes. Esses produtos (aplicativo e biossensor) levam bem-estar animal à espécie através do compartilhamento de conhecimento especializado e monitoramento de sanidade para os piscicultores”, explica o jovem empreendedor de 25 anos.

O segundo lugar ficou com o Alphabeto, de Joinville (SC), uma plataforma que tem como objetivo  aumentar a produtividade das máquinas e otimizar a mão de obra nas indústrias a partir de um hardware implantado nos equipamentos. Já o terceiro lugar foi para a Lâmpada Mágica, do Rio de Janeiro (RJ), uma plataforma personalizada que arrecada cotas para a compra de presentes de aniversário infantis. Ao final, o valor em dinheiro é repassado aos pais para que eles possam comprar os desejos dos filhos.

O júri formado por Marco Poli (Top 3 Investidor Anjo Brasil), Alexandre Uehara (Consultor de inovação da Cia Makers), Daniel Vasserman (Startup Hunter da ACE Aceleratech) e Renata Zacarias (Head of growth da Udacity), elegeram os ganhadores com base nos seguintes critérios: oportunidade criada frente ao problema; mercado de atuação; modelo de negócio; e qualidade de apresentação. Na plateia estavam investidores e aceleradoras como ACE, Liga Ventures, Baita, LAB001, Weme e Startadora. Participaram ainda as startups Agenciou (RS), On Groups (RJ), Omfit (CE), CEC (SP), Dicomflow (PB), Tuuris.com (MG) e Node (RJ).

Carlos Souza, diretor-geral da Udacity para América Latina, fez um discurso motivador para quem deseja empreender no Brasil: “Veremos aqui pessoas de todos os cantos do país, com diferentes projetos e com potencial gigante para se destacar no mercado, além de mostrar que é possível criar uma empresa de forma totalmente online a partir de uma plataforma de ensino. Todos vocês, empreendedores, são os novos Ozires Silva, os descendentes de Santo Dumont”.

O curso Nanodegree Startup Founder teve duração de três meses e recebeu 600 inscrições. Foram selecionados 80 alunos de todas as regiões do Brasil que, durante o período, desenvolveram projetos práticos e tiveram seus trabalhos revisados por mentores para refinar e criar o plano de negócios das suas startups.

Sobre a Udacity

Lançada em 2011 nos EUA, a Udacity surgiu após o experimento que o Professor da Universidade de Stanford Sebastian Thrun desenvolveu ao lado de Peter Norvig, em que eles ofereciam um curso online e gratuito sobre “Introdução à Inteligência Artificial”. Mais de 160 mil alunos de 190 países fizeram a inscrição. Após esse episódio, Thrun percebeu que havia a necessidade de uma universidade voltada para tecnologia que fosse prática, barata, acessível e altamente eficaz para o mundo.

Os cursos têm como intuito formar profissionais para desenvolvimento web, machine learning, análise de dados, desenvolvimento mobile, marketing digital, entre outros. O principal objetivo da organização educacional é que os alunos adquiram, por meio de uma série de cursos on-line e projetos hands-on, competências e ferramentas aplicáveis às necessidades do mercado, mostrando que qualquer pessoa que tenha acesso à educação de qualidade possa conseguir se capacitar para oportunidades de alto nível em empresas inovadoras. https://br.udacity.com/

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