Terça-feira, 21 de Maio de 2019
LAVA JATO

STF homologa delação premiada onde prefeito de Manaus é citado

A ministra Cármen Lúcia homologou na manhã desta segunda-feira (30), 77 delações de executivos e ex-funcionários da empresa Odebrecht. O prefeito de Manaus, Artur Neto, é citado por um dos ex-diretores da empreiteira



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(Foto: Arquivo AC)
30/01/2017 às 10:37

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, homologou na manhã desta segunda-feira (30), 77 delações de executivos e ex-funcionários da empresa Odebrecht. O prefeito de Manaus, Artur Neto é citado por um dos ex-diretores da empreiteira, Cláudio Melo Filho. Ele é acusado de ter recebido R$ 300 mil em propinas da construtora durante a campanha para o Senado Federal em 2010. Com a homologação, os documentos ganham validade jurídica.

A íntegra do conteúdo da delação de Melo Filho, onde Artur é citado, foi reveladas pelas revistas “Isto É” e “Veja”, em edições que circularam em dezembro. Na lista, o prefeito de Manaus aparece em uma ampla lista de políticos que teriam recebido doações ilegais de campanha, como o atual presidente Michel Temer, os atuais ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o atual presidente do Senado Renan Calheiros, entre outros.

Conforme o delator, Artur Neto era conhecido como 'Kimono' - o político amazonense é faixa-vermelha de jiu-jítsu, a maior graduação da arte marcial.

Na ocasião, em nota divulgada na sua página pessoal do Facebook, o prefeito disse que recebeu, em 2010, R$ 80 mil Leyroz de Caixias Indústria, Comércio e Logística, uma subsidiária da Odebrecht, com registro na Justiça Eleitoral. Ele também destacou que nunca apresentou emenda ao Orçamento que beneficiasse a Odebrecht. Além de informar que iria processar o delator Claudio Melo Filho e a Odebrecht por difamação.

Próximos passos

Segundo o jornal a “Folha de São Paulo”, a partir de agora, as informações relatadas por delatores poderão ser usadas pela Procuradoria-Geral da República para aprofundar as investigações. O órgão deve receber ainda nesta segunda-feira toda a documentação. Os procuradores poderão, por exemplo, pedir abertura de inquérito ou mandado de busca e apreensão.

De acordo com a Folha, por enquanto, o sigilo das informações será mantido pelo STF. A lei que baliza a delação premiada determina que as informações fiquem em sigilo até o oferecimento da denúncia.


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