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Subsecretário de Educação desmente afirmação da existência de um bando fraudando aluguéis na Semed

Deuzamir Pereira, foi nessa terça-feira (20) à Câmara Municipal de Manaus (CMM) para se explicar e desmentir o que disse há quatro dias atrás 21/08/2013 às 10:00
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Subsecretário municipal de Educação, Deuzamir Pereira (terceiro, à direita), apresenta explicações a vereadores membros da Comissão de Educação da CMM
kleiton renzo ---

O subsecretário de gestão da Secretaria de Educação (Semed) da Prefeitura de Manaus, Deuzamir Pereira (PSDB), foi nessa terça-feira (20) à Câmara Municipal de Manaus (CMM) para se explicar e desmentir o que disse há quatro dias, na sexta-feira: que existe um grupo que assalta o dinheiro público por meio de aluguéis de prédios onde funcionam escolas do município.

A declaração de Deuzamir Pereira, no dia 16, foi feita logo após a abertura do I Encontro Municipal de Educação da Região Metropolitana de Manaus (RMM). A prefeitura, de acordo com o subscretário, gasta R$ 29 milhões com aluguéis de imóveis usados como escola.

“O que eu quero reparar, e isso me incomodou pessoalmente, foi o fato de atribuir a mim declarações (...). Em primeiro lugar porque é um desrespeito à minha formação acadêmica. Sou professor universitário e tenho nível superior. Alguém precisava estar num grau de irresponsabilidade tamanha para afirmar coisa dessa natureza ou ser delegado de polícia. Situação que eu não estou. Em nenhuma condição ou outra”, disse ontem Deuzamir em reunião extraordinária da Comissão de Educação, presidida pela vereadora Therezinha Ruiz, do DEM, partido presidido no Amazonas pelo secretário municipal da Educação, o deputado federal licenciado Pauderney Avelino.

Aos vereadores, Deuzamir disse que somente classificou como “câncer” os aluguéis pagos pela Semed porque o representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteam), Manoel Pessoa, presente no encontro de sexta-feira, “fez uma ressalva de que a Educação convivia, nas palavras dele, com um câncer. Foi dentro desse contexto em que eu disse que era um câncer”.

Inconsistência

A CRÍTICA reafirma todas as palavras publicadas como sendo do secretário. As declarações, dada à equipe de reportagem deste jornal, foram gravadas durante o encontro realizado na CMM. Na ocasião, Manoel Pessoa, cobrou de Deuzamir o fim dos aluguéis: “Quero falar diretamente ao professor Deuzamir Pereira que em algumas situações a gente já poderia ter resolvido. Em primeiro lugar a gente precisa resolver essa questão dos mais de 170 anexos porque estamos observando dinheiro público sendo canalizados para a iniciativa privada. Esse dinheiro tem que ser gasto com nossos alunos municipais”.

À reportagem, ao ser questionado sobre as afirmações do sindicalista, o subsecretário declarou que um grupo havia se instalado na Semed “para assaltar o dinheiro da educação”. Palavras dele: “Isto (aluguel) é um negócio sujo (...). Chega a contaminar parte do tecido. E nós precisamos extirpar esse câncer”.

Ontem, o subsecretário pediu perdão aos vereadores e disse que estava se penitenciando em público pelas declarações, entre elas, quando chamou de “espeluncas” alguns imóveis alugados pela Semed por atéR$ 70 mil que no mercado, segundo Deuzamir, “não valeriam R$ 3 mil para servirem de depósito de cadáveres”.

“Me perdoe se o colega do sindicato utilizou a expressão câncer (...). Eu tenho até que me penitenciar de público se reafirmei essas expressões)”, declarou Deuzamir Pereira diante dos vereadores da Comissão de Educação da CMM.

Comissão pede informações à Semed

Sem fixar prazo para apresentação de respostas, os vereadores da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Manaus (CMM), enviaram ontem requerimento ao secretário de Educação (Semed), deputado federal licenciado Pauderney Avelino (DEM), pedindo informações sobre os processos de aluguéis de prédios que abrigam escolas.

“Nós pedimos esclarecimentos do secretário e vamos aguardar. Eu mesma vou entrar em contato com o secretário e pedir dele o tempo que ele precisar. Porque como tem uma comissão reavaliando os aluguéis ele deve querer esperar que saia um relatório para poder prestar as informações”, disse a presidente da Comissão de Educação, vereadores Therezinha Ruiz (DEM).

A cobrança também partiu do vereador Felipe Souza (PTN) que pediu os relatórios da comissão que reavalia os aluguéis. “Foi criada pelo prefeito uma comissão para apurar todos os aluguéis da prefeitura. A questão é como está o andamento dessa comissão? Estão sendo apurados? Já foram concluídos os trabalhos? Encontrou aluguéis superfaturados? O que eu cobro é o resultado dessa apuração”, disse Souza ao subsecretário Deuzamir Pereira.

Vereador leva denúncia ao MPE

O vereador de oposição Professor Bibiano (PT) protocolizou, ontem, junto ao Ministério Público do Estado (MPE-AM) representação para apurar “supostas irregularidades de superfaturamento nos contratos da Secretaria Municipal de Educação (Semed) para locação de prédios”. Além de Bibiano, Waldemir José e Rosi Matos voltaram a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Manaus para investigar os contratos de aluguel sob responsabilidade da Semed.

Na CMM,ouviram ontem as explicações do subsecretário Deuzamir Pereira os vereadores: Therezinha Ruim (DEM), Hiram Nicolau (PSD), Marcelo Serafim (PSB), Felipe Souza (PTN), os petistas, Mário Frota (PSDB), Professora Jacqueline (PPS), Professor Samuel (PPS), Mitoso (PSD), Dr. Alonso (PTC), Walfran Torres (PTC), Dr. Gomes (PSD), Glória Carrate (PSD), Carlos Almeida (PRB), Jairo da Vical (PSD) e Ewerton Wanderley (PSDB).

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