Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
SETEMBRO AMARELO

Suicídio entre jovens é abordado na Feira Norte do Estudante 2019

Palestras realizadas em pleno Setembro Amarelo discutem os impactos da adolescência



suic_dio_F9C3F7F7-1249-48F7-8BFB-0B6FFC513849.JPG Foto: Tadeu R. Júnior/FNE
27/09/2019 às 08:01

O índice de suicídio entre adolescentes cresceu 24% em nove anos segundo a última pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) referente aos anos de 2006 e 2015. O número motivou a Feira Norte do Estudante (FNE) 2019 a fazer um alerta sobre a importância da saúde mental e juntamente com instituições se mobilizem no Setembro Amarelo com os jovens e adolescentes que prestigiam o evento.

Inês Lima Daou, coordenadora da FNE, explica que o Setembro Amarelo também se inclui no campo de empregabilidade – principal intuito da feira – por abordar a questão do controle das emoções e o autoconhecimento que são campos trabalhados pela psicologia para quem se prepara para a vida trabalhista.



“Chegamos a fazer 35 palestras por dia e lógico que é fundamental abordar sobre a questão do suicídio com os estudantes, que muitas das vezes ocorre pela questão emocional ocasionando sintomas depressivos e psicológicos. Além disso, também alinhamos à questão do perigo que os jovens sofrem, a participação da família e a forma como ele melhor se inclui na sociedade”, disse Inês, que ainda destaca que a FNE completa este ano 10 anos de existência.

Entre os eventos sobre prevenção ao suicídio, uma palestra com o tema “Relações Familiares”, que fala sobre as mudanças de comportamentos dos pais ou responsáveis pelos adolescentes ao longo de seu crescimento foi ministrada pelo finalista do curso de psicologia Pedro Campina, 27, que também é membro do grupo Círculo Psicologias que atua no Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, com parceria da Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Ele explica que hoje o suicídio está ligado à depressão ocasionada pela melancolia e a solidão, e, quando tratados com os adolescentes, a situação piora devido ao impacto que eles têm com suas mudanças de criança para a vida adulta.

“Na psicologia temos isto como os três lutos, ocasionados primeiro pelos pais, por ele ter crescido e não ser mais tratado como uma ‘criança’, segundo por ganhar um novo corpo e se sentir estranho e por último por ele próprio devido a nova identidade que passa ter na sociedade. Juntando tudo isto com a questão da solidão, não tem como este jovem não adquirir uma depressão”, abordou Pedro.

O stand da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) também contou com a palestra “Projeto Vida: Motivação e Prevenção ao Suicídio”, ministrada pelo profissional Gabriel Oliveira, membro do setor Psicossocial da secretaria, que abordou temas sobre incentivo, um olhar diferente para o mundo e diferentes formas de ver a vida.

Giane Brito, que é coordenadora do projeto, explica que o Projeto Vida já percorreu 144 escolas estaduais só neste mês de setembro, antes de participar da FNE.

“Queremos dizer a estes jovens que tudo vai dar certo e que eles têm motivos de sobra para se orgulharem do que são”, disse Giane.

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Repórter de A Crítica
Jornalista formada em 2014 pela Uninorte e pós-graduanda em Gestão de Redes Sociais e Marketing Digital pela Fametro, começou em A Crítica como repórter de esportes em 2016. Hoje atua na editoria de política e economia, com uma enorme paixão pelo jornalismo investigativo.

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