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Superintendente da ZFM aponta saídas para greve dos servidores

Thomaz Nogueira, da Suframa, sugeriu que os empresários usem a Internet para fazer desembaraços 20/02/2014 às 08:31
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Thomaz Nogueira retornou de férias e encontrou funcionários em greve
Chris Reis* Manaus, AM

Para tentar minimizar os efeitos de greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o superintendente do órgão, Thomaz Nogueira, apontou ontem algumas alternativas. Entre as propostas apresentadas durante coletiva de imprensa, ele sugeriu que os empresários façam a liberação das mercadorias via web e realizem parcerias de fiscalização com outros órgãos, como a Secretaria de Fazenda (Sefaz).

“Nem todos os serviços precisam ser feitos aqui na Suframa, mas podemos usar a internet, afinal investimos em tecnologia. Assim como existe a alternativa de fazer parcerias com instituições diversas para nos auxiliar nas  fiscalizações”, enfatizou.

Sobre o possível uso da greve como viés político-eleitoral, Nogueira disse achar que não é o caso. Porém não descartou  essa possibilidade. Ele disse não acreditar que as lideranças dos servidores possam usar o fato como manobra política. “Não consigo identificar essa situação, mas também não descarto”, ponderou.

Na opinião do superintendente, o primeiro dia de paralisação foi tranquilo. Segundo explicou, pela manhã ele participou de uma reunião  com as lideranças do sindicato  para que fosse permitido o direito dos servidores que não aderiram à  greve de entrar na sede da autarquia, assim como os que atuam nos serviços terceirizados. Nogueira também adiantou que é cedo para avaliar os possíveis prejuízos, pois tudo dependerá do tempo de duração e de situações diversas.

Em relação a negociações realizadas com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), o gestor afirma que não existe ainda nada definido. “Antes da greve aconteceram algumas reuniões, mas as respostas sobre as reivindicações levaram a paralisação”, atestou, completando que respeita a decisão dos servidores e que manterá o diálogo, tanto com os representantes dos servidores quanto com o Ministério do Planejamento, responsável pela política salarial do Governo Federal, para tentar encontrar uma solução para a questão.

Segundo Anderson Belchior, secretário do Sindicato dos Funcionários da Suframa (Sindframa),  a adesão à greve está sendo de 100%, mas se por acaso algum servidor desejar entrar na sede da autarquia, não haverá impedimentos.

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