Sexta-feira, 07 de Maio de 2021
UNIDADES LOTADAS

Superlotação nas UBSs de Manaus pode causar ‘falta pontual’ de remédios, diz Semsa

Secretaria Municipal de Saúde registra alta demanda de atendimentos a pacientes com suspeita de Covid e de outras gripes. Possíveis faltas de remédios devem ser imediatamente repostos



saudepublicaemmanaus-fotomarcellocasalabr-20082013_0_C968A447-12B5-42A4-91DF-9C8784CAC8D7.jpg Foto: Divulgação
11/01/2021 às 11:35

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) voltou a registrar aumento na demanda por atendimentos de pacientes com suspeita de síndromes gripais e Covid-19 nas unidades de saúde da Prefeitura de Manaus. No último dia 29, a Semsa já havia informado que o novo pico de infecções pelo novo coronavírus em Manaus havia provocado alta procura por atendimento em todas Unidades Básicas de Saúde referenciais para Sars Cov-2 (UBSs) na capital amazonense.

Conforme a Secretaria, a alta demanda pode provocar uma "falta pontual" de medicamentos em algumas unidades, mas reitera que a reposição é "feita imediatamente pelo Departamento de Logística, que tem estoque de medicamentos".



Nas 18 UBSs preferenciais ao atendimento de covid-19 são oferecidos exames do tipo RT PCR, do cotonete, e testagem rápida. Para ser testado, o paciente precisa passar por uma avaliação médica e depois, se for constatado a necessidade de testagem, encaminhado para a realização do exame solicitado pelo médico.

Os exames são oferecidos também nas três UBSs móveis. A coleta do material é feita na própria Unidade de Saúde. As unidades básicas que estão coletando o RT-PCR são sete, entre elas estão: UBS Arthur Virgílio Neto, UBS Morro da Liberdade, UBS Theomário Pinto, UBS Amazonas Palhano, UBS Alfredo Campos, UBS Leonor Brilhante e UBS Deodato de Miranda Leão.

“Importante ressaltar que os exames na rede municipal só são realizados após avaliação pelo médico. É o profissional de saúde quem vai indicar se o paciente se encaixa nos critérios clínicos, seja para a testagem rápida ou para o RT-PCR”, pondera a secretaria.

Questionada sobre a oferta de medicamentos como ivermectina e azitromicina nas UBSs, medicamentos estes que não possuem nenhuma comprovação científica de eficácia contra o novo coronavírus, a Semsa se limitou a declarar segue os protocolos orientados pelo Ministério da Saúde, estabelecidos com base nas normas técnicas do órgão.

Não há evidências de que o uso de ivermectina e azitromicina  antes mesmo da confirmação do diagnóstico de Covid-19 possa curar ou atenuar a infecção. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Ministério da Saúde, não existe remédio disponível atualmente que seja comprovadamente capaz de deter a infecção

Em visita à Manaus, na manhã desta segunda-feira (11), o ministro da saúde, general da ativa, Eduardo Pazuello, falou em tratamento precoce para covid-19, mas não detalhou quais medicamentos fariam parte deste suposto tratamento.

Uma semana atrás, sem citar o nome da cloroquina, a secretária do Ministério da Saúde (MS) pediu que médicos de Manaus receitassem aos pacientes com covid-19 o uso do medicamento. Em coletiva de imprensa em que o governo apresentou ações de enfrentamento à Covid-19 no Amazonas, Dra. Mayra Pinheiro, disse que os pacientes podem usar o mesmo remédio para o tratamento da malária.


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