Domingo, 17 de Outubro de 2021
ESTELIONATÁRIA

Suposta golpista do Facebook é presa em empresa do Centro de Manaus

Fernanda da Silva e Silva, 21, é suspeita de aplicar golpes de estelionato por meio de anúncios de veículos no Facebook



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07/10/2021 às 13:41

Fernanda da Silva e Silva, 21, foi presa suspeita de aplicar golpes de estelionato por meio de anúncios de veículos no Facebook. Ela enganava as vítimas ao anunciar que os produtos poderiam ser adquiridos por meio de entradas que variavam entre R$ 4 mil e R$ 5 mil. 

Fernanda - que tinha uma empresa na rua Major Gabriel, no Centro da cidade - publicava anúncios na seção “marketplace” da rede social, de acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PCAM). Ela garantia a aquisição dos veículos mediante pouca entrada em dinheiro. Segundo informado ao A CRÍTICA na manhã desta quinta-feira (07) pelo delegado Mauro Duarte, plantonista do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Fernanda responde a outros dois inquéritos policiais pelo crime de estelionato. Ela responde, também, a mais de 30 procedimentos cíveis e criminais no juizado de pequenas causas no mesmo sentido.  




Fernanda (meio), ao chegar no 1º DIP

Modo de ação criminosa 

Ela foi presa pelo delegado Mauro Duarte e um investigador em cumprimento à ordem de prisão. No local, o delegado constatou que a sala 11 do estabelecimento é de alto padrão financeiro. A polícia confirmou, durante as investigações, que a suspeita não emitiu nota fiscal de serviço às vítimas, o que implica em responsabilização pelo crime tributário de não emissão de nota fiscal de serviço, cuja pena varia entre dois a cinco anos de reclusão e multa.

Duarte afirmou à equipe de reportagem que a empresa de Fernanda não vende nenhum veículo e não tem parceria com nenhum banco. “Sobre isso, foi perguntado a ela em interrogatório e ela respondeu que só responderá em juízo, sob orientação do advogado. Ela enganou muita gente”, disse.

O delegado relatou, ainda, que um venezuelano cuja identidade foi preservada também compareceu ao 1º DIP e disse à polícia que passou um ano e sete meses juntando dinheiro para dar entrada em um veículo por meio da empresa de Fernanda. “Ele disse que queria o dinheiro de volta. Quando os dois [o venezuelano e Fernanda] se cruzaram na delegacia foi uma situação bastante complicada”, afirmou. 

A autoridade policial alertou à população para que não caia nesse tipo de golpe. “Muita gente quer comprar veículos baratos e acaba perdendo toda a economia que fez”. 

Relatos e prisão

Duas vítimas que tiveram as identidades preservadas foram ao prédio do 1º DIP no dia 1 de outubro deste ano para registrar um Boletim de Ocorrência (BO) no qual alegavam que haviam sido enganadas pela empresa da suspeita. 

Elas informaram, ainda, que se dirigiram a um local informado por Fenanda via Whatsapp. Lá, deram entrada em um veículo e assinaram um contrato sem lê-lo. As duas vítimas, ainda conforme informado pela polícia, afirmaram que Fernanda disse a elas que aguardassem cinco dias para que o veículo fosse liberado depois de análise financeira. A liberação não aconteceu e as duas vítimas ficaram no prejuízo. 

Fernanda foi presa na quarta-feira (06), na sede da empresa que mantinha. O caso seguirá a julgamento da Justiça.

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Repórter de A Crítica
Jornalista graduado no Centro Universitário do Norte (UniNorte), que busca trazer um pouco de storytelling a todos os aspectos da vida, principalmente aos textos que levam sua assinatura.

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