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Suposto espancamento de um bebê de um ano e dois meses será investigado, em Manaus

Em depoimento na Depca, a mãe do bebê contou que o menino, que apresentou fratura no crânio, se machucou ao cair de uma escada 09/01/2015 às 15:00
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O caso chegou ao conhecimento da polícia por meio de denúncias
Girlene Medeiros Manaus (AM)

A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) instaurou um inquérito policial para investigar o caso de um bebê de um ano e dois meses que está internado no Pronto-Socorro da Zona leste, também conhecido como “Hospital Joãozinho”. A denúncia feita à Polícia Militar era de que o menino havia sido espancado no último sábado (3), no bairro Aparecida, Zona Sul. O bebê apresentou uma fratura no crânio. 

Em depoimento na Depca, a mãe do bebê, de 31 anos, contou que o menino se machucou ao cair de uma escada de três metros de altura. A mulher estava subindo as escadas para o primeiro andar da residência, levando roupas que havia acabado de lavar no térreo da casa, quando disse não ter percebido que a criança tinha caído na escada. A mãe contou ainda que estava cuidando de outros três filhos no momento em que a queda aconteceu.

O caso chegou ao conhecimento da polícia por meio de denúncias. Policiais militares da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) foram informados que o bebê havia sido espancado e foram até o endereço da mulher. Na sede da Depca, a mãe contou que viu o machucado na cabeça do bebê e percebeu que pareciam marcas de espancamento. Com medo de ser presa, a mulher preferiu comprar remédios caseiros para o menino. 

A delegada Linda Gláucia, titular da Depca, explicou que as informações ainda são muito preliminares e que a situação está sendo investigada. “A criança está com o rosto inchado e um machucado na testa. Ontem [quinta-feira], tomamos conhecimento da situação e instauramos um inquérito”, explicou Linda Gláucia. 

À polícia, o pai do bebê informou que a mulher não maltrata os filhos, mas é negligente. O bebê está internado. Os pais estão acompanhamento o quadro clínico da vítima. O pai da criança e outros familiares devem ser formalmente ouvidos como parte do inquérito policial. O caso está tipificado oficialmente como lesão corporal e abandono material.

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