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Suspeita de ter matado a mãe estrangulada é presa com companheira

O caso foi tratado primeiramente como suicídio pela polícia, mas a hipótese foi descartada após indícios colhidos na cena do crime e depoimentos de testemunhas 25/07/2013 às 13:26
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Jucirlane participou do crime e junto com Idalina vão responder por homicídio
Bruna Souza Manaus, AM

A cobradora de ônibus, Idalina de Souza Lima, 35, e a companheira Jucirlane Batista Sales, 39, foram apresentadas à imprensa na manhã desta quinta-feira (25), após serem presas por participação na morte da aposentada Dalila de Souza Lima, 58, mãe da rodoviária, na última terça-feira (23). O caso foi tratado primeiramente como suicídio pela polícia, mas a hipótese foi descartada após indícios colhidos na cena do crime e depoimentos de testemunhas.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, testemunhas afirmaram que Dalila e a filha haviam brigado no último domingo (21), quando Idalina ameaçou a mãe de morte. De acordo com o sobrinho da vítima, a família que mora atrás da casa onde ocorreu o crime, escutou um choro vindo da residência da vítima e o mesmo pulou o muro da casa, quando avistou a tia no chão e as duas mulheres em pé.

Ainda segundo o sobrinho, ele entrou na casa correndo e tentou reanimar Dalila. A filha e a namorada disseram que a mesma já estava no chão quando chegaram ao local, fato questionado pela testemunha. Ele disse aos policiais que a tia mesmo sem os sinais vitais, estava com o corpo quente, como se ainda estivesse viva. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas Dalila já estava morta.

De acordo com a polícia, a dupla estava ajudando a polícia durante as investigações e afirmaram desde o começo que a vítima havia tirado a vida. As suspeitas contra a filha e sua mulher, Jucirlane, começaram quando os peritos verificaram que a cena do crime foi mexida e não possuía características de suicídio. O exame de necropsia apontou marcas de mãos no pescoço da vítima, além de sangue no ouvido, sinalizando que houve esforço da vítima antes de morrer.

Após a coleta das informações da perícia e depoimento de moradores, que afirmaram que a filha não se dava bem com Dalila, o delegado Walter Cabral do 13º Distrito Integrado de Polícia (DIP) deu voz de prisão para a dupla que estava na delegacia para prestar esclarecimentos na tarde de quarta-feira (24).

Nos depoimentos, familiares e vizinhos afirmaram que Dalila não aceitava a opção sexual da filha, além do consumo de bebidas alcoólicas, e por isso as duas viviam brigando. A filha era responsável por receber os benefícios e não entregava o dinheiro para a aposentada, além de trancá-la dentro da casa e a deixava sem comida. A irmã da vítima, que preferiu não se identificar, esteve no local do crime na última segunda-feira (22) e Dalila confessou que tinha medo de ser morta após as ameaças da filha durante a discussão.

Jucirlane participou do crime e junto com Idalina vão responder por homicídio e serão encaminhadas ainda nesta tarde à cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa.

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