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Suspeita no 'Caso Belota', Olga Marinho tem o sigilo quebrado

A suposta participação dela no triplo homicídio surgiu em abril, mas só agora o sigilo telefônico será aberto às investigações 14/11/2013 às 16:41
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Olga Matos Marinho foi acusada por Jimmy Robert, um dos autores dos crimes
Joana Queiroz Manaus, AM

A juíza titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Mirza Telma, deferiu o pedido de quebra do sigilo telefônico da bancária aposentada Olga Matos Marinho. Ela foi acusada pelo publicitário Jimmy Robert como sendo mentora do triplo homicídio de Maria Gracilene, 55, Gabriela Belota, 26, e de Roberval Roberto de Brito, 63, mortos em janeiro deste ano, caso que ficou conhecido como “Caso Belota”.

O pedido foi representado pelo titular da Delegacia Especializada em Homicídios, Antônio Rondon, que presidiu o inquérito que apurou a possível participação da aposentada na trama. Segundo ele, a quebra do sigilo é necessária.

A quebra do sigilo é do telefone que Olga utilizou nos meses de janeiro e fevereiro de 2013. “Com o deferimento do pedido, podemos analisar as chamadas efetuadas durante o período que antecedeu a execução do crime. Como também contatos que ocorreram após a consumação do delito”, disse o delegado.

O pedido de Rondon recebeu parecer favorável do promotor de Justiça do caso, Carlos Fábio Monteiro, que, inicialmente, não via necessidade para tal, mas decidiu acatar tendo em vista o caso Belota mostrar-se de difícil solução.

O nome de Olga apareceu durante a audiência de instrução de julgamento, em abril, quando Jimmy revelou que a mentora dos crimes seria Olga Matos. Nesse dia, Olga acompanhava uma testemunha de acusação. Ela deixou a audiência negando as acusações. Ela é mulher do avô de Jimmy Robert. O promotor Fábio Monteiro solicitou que Olga fosse investigada.

Além de ouvir a mulher do avô de Jimmy, o promotor solicitou que o coronel do Corpo de Bombeiros Mário Belota, ex-marido de Maria Gracilene, e pai de Gabriela, também fosse ouvido. Monteiro queria esclarecer alguns pontos, como a relação entre Olga e as vítimas, se era amistosa ou conflituosa, além de esclarecer quais os herdeiros de Maria Gracilene e Roberval Roberto. Além disso, o MPE quer esclarecer a localização dos familiares do réu confesso, Ruan Pablo Bruno Cláudio Magalhães, para saber se eles viam Olga Marinho com Jimmy Robert.

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