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Manaus
PRISÃO

Suspeito de ter matado policial militar se entrega na sede da Delegacia Geral

Marcos Neves Serra, 19, foi apontado nas investigações como um dos envolvidos na morte do policial militar Paulo Sérgio Portilho; corpo do PM foi encontrado na terça-feira (30) na invasão Buritizal Verde, no Nova Cidade 31/05/2017 às 18:09 - Atualizado em 31/05/2017 às 18:40
Show suspeito
Na imagem, Marcos chegando na sede da Delegacia Geral. Foto: Divulgação
Fábio Oliveira e Amanda Guimarães Manaus (AM)

Marcos Neves Serra, 19, um dos envolvidos na morte do policial militar Paulo Sérgio Portilho, 34, se entregou na tarde desta quarta-feira (31) na Delegacia Geral, no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste de Manaus.

A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil. Marcos Neves já possui mandado de prisão, segundo informou o delegado Guilherme Torres, diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).


Da direita para esqueda os suspeitos de terem matado o policial: "Índio", "Marcos Neves Serra" e "Tabandido"

O suspeito do crime se apresentou no final da tarde e seu depoimento aos policiais entraria ao longo da noite. Ele chegou à delegacia em um táxi, vindo da Betânia, zona sul de Manaus, e estava acompanhado por duas mulheres. Elas negaram qualquer parentesco com ele. 

Seis pessoas são suspeitas de estarem envolvidas no homicídio do soldado da Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMAM), Paulo Sérgio Portilho. A Polícia Civil do Amazonas divulgou na manhã de hoje apenas o nome de três homens, que são Marcos Neves Serra, 19, “Tabandido” e “Índio”. Equipes da DRCO estão percorrendo vários endereços em busca dos outros dois suspeitos. 

Testemunhas

Segundo o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DHES), Juan Valério, uma testemunha presenciou o momento em que o soldado chegou ao local. Ele afirma que todos os suspeitos são envolvidos com o tráfico.

“Conseguimos encontrar uma testemunhar ocular e identificamos seis pessoas. Três delas ainda não temos fotos ou os primeiros nomes, por exemplo. Mas todos possuem envolvimento com o tráfico de drogas. O Marcos tem passagem pela Polícia desde quando era menor”, disse informando que Marcos já tem mandato de prisão em aberto.

O delegado também informou que os criminosos mataram Paulo após identificar que era policial militar. “O soldado chegou por volta das 22h em um terreno perto da invasão. Ele foi com o objetivo de olhar um terreno, mas estava com um camisa que possuía o brasão da Polícia Militar. Acabou sendo identificado como policial e os criminosos o levaram para uma ribanceira onde o crime aconteceu”, disse o delegado.

Juan Valério informou que a arma do Policial Militar foi encontrada enterrada debaixo de um barraco da invasão, que supostamente era onde Marcos morava. "Neste barraco encontramos um revólver 38 e cinco munições, que pertenciam ao policial. Quando chegamos lá prendemos a Joana Priscila dos Santos Cavalcante por porte ilegal de arma. Agora ela está sendo flagranteada em um dos nossos DIPs", disse o delegado, acrescentando que no local também foram encontrados entorpecentes."Quem tiver informações sobre a localização dos envolvidos nos informem. Podem entrar em contato com a Delegacia Geral", completou o delegado.

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