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Suspeitos na morte do sargento Camacho, morto em ‘saidinha de banco’, o vigiavam há 2 semanas

Polícia Civil prendeu quadrilha suspeita no latrocínio ao sargento da PM Afonso Camacho, mas ainda procuram pelos dois pistoleiros que atiraram na vítima 07/08/2015 às 12:00
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Sérgio, Marcelo, Luiz Paulo, Fabrícia, Carlos Thiago e Alex Sandro, nesta ordem
VINICIUS LEAL E NÁFERSON CRUZ Manaus

Seis pessoas foram presas e duas ainda estão sendo procuradas pela Polícia Civil do Amazonas por serem suspeitas de participarem do latrocínio que resultou na morte do sargento da PM Afonso Camacho Dias, morto na tarde do dia 17 de julho quando saia de uma agência Bradesco no bairro Educandos, Zona Sul de Manaus.

Os seis presos são Sérgio Silva de Sales, 34, o “Foró”, desempregado; Marcelo Augusto Cabral Santos, 18, desempregado; Luiz Paulo do Nascimento, 27, mototaxista; Fabrícia Alves da Costa, 26, a “Biti”, dona de casa; Carlos Thiago Teixeira da Silva, 26, mototaxista; e Alex Sandro Santos de Castro, 26, técnico em refrigeração.

O delegado Adriano Félix, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), que estava a frente das investigações, afirmou que o grupo criminoso responsável pela morte de Camacho já vinha vigiando a vítima há duas semanas antes do assassinato, mas a ideia do crime partiu de Marcelo e Fabrícia.

“Marcelo e Fabrícia vinham monitorando o sargento há duas semanas e verificaram que ele fazia saques a cada dia da semana. Em um desses saques, eles planejaram o assalto e chamaram os outros”, afirmou Félix. O sargento trabalhava como PM, mas nos dias de folga fazia “bico” de transportador de valores para ganhar uma renda extra.

De acordo com Félix, as duas pessoas que ainda procuradas pela polícia pela morte de Camacho são os dois pistoleiros que atiraram no sargento. Os dois já foram identificados, fugiram para o interior do Estado e estão sendo monitorados por policiais civis. Até este final de semana eles devem ser presos, afirmou o delegado.

Dinheiro roubado

O dinheiro transportado por Camacho que foi roubado ainda não foi recuperado pela polícia. O valor exato também não foi confirmado, já que a quantia foi repartida entre todos os suspeitos do crime. O delegado Adriano Félix espera confirmar a quantidade do dinheiro após a prisão dos pistoleiros no interior do Estado.

Como foram presos

Os dois idealizadores do assalto a Camacho, Marcelo e Fabrícia, já tinham ficha na polícia por outros roubos. E foi através de um desses roubos que a polícia conseguiu desvendar o latrocínio ao sargento. Tanto Marcelo quanto Fabrícia foram denunciados por comparsas deles em um assalto ao depósito da TV Lar do bairro Raiz, ocorrido no último dia 4.

Do assalto à loja de móveis TV Lar, a polícia prendeu seis pessoas, incluindo Marcelo, Fabrícia e Sérgio, mas também três novos nomes: Anderson Silva Brandão, 34, Eder Ramos Palheta, 28, e Maicon Pereira Xavier, 22. E foram esses três homens que, em depoimento à polícia, denunciaram que seus comparsas eram quem tinham matado o sargento.

A partir daí a polícia pressionou Marcelo, Fabrícia e Sérgio e eles entregaram os outros parceiros no latrocínio: Luiz Paulo, Carlos Thiago, Alex Sandro e os dois pistoleiros que fugiram para o interior. Conforme o delegado Adriano Félix, cada um deles se revezava na função de motorista ou monitorando a rotina do sargento. Todos confessaram o crime.

Locais das prisões

Fabrícia, Marcelo e Sérgio foram presos juntos na terça-feira (4), na rua Almir Pedreiras, no bairro Raiz. No dia seguinte, quarta (5), foram presos Alex Sandro, enquanto caminhava à 1h no bairro Lírio do Vale 2; Carlos Thiago, preso na residência dele, na rua Gregório, Lírio do Vale 2, às 5h; e Luiz Paulo,que caminhava de madrugada, às 2h, no Campos Sales.

Vídeo de celular

O assassinato de Camacho foi registrado em um vídeo amador feito por uma testemunha do crime. Nas imagens, capturadas por um aparelho de celular, é possível ver o sargento sendo abordado pelos dois pistoleiros no estacionamento da agência Bradesco do Educandos, tentando fugir deles e depois sendo alvejado pelos criminosos. 

Série de mortes

A morte de Camacho seria uma das causas da série de 36 assassinatos ocorridos em Manaus no final de semana de 17 a 19 de julho, nunca antes visto na história do Estado e que ganhou repercussão internacional. A suspeita é que PMs revoltados com o latrocínio do sargento, os “motoqueiros fantasmas”, tenham vingado a morte dele assassinando várias pessoas na cidade, tanto criminosos quanto inocentes.

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