Segunda-feira, 21 de Outubro de 2019
DESEMPREGO

Taxa de desocupação no AM cai em comparação ao 1º semestre

Apesar disso, Manaus está entre as 3 maiores taxas de desocupação do país. A taxa é representada pelo percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar



carteira_de_trabalho-1140x720_F7D6F1ED-9E2A-45F9-9E45-E97A94FE52ED.jpg Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
16/08/2019 às 07:18

O Amazonas teve queda na taxa de desocupação de 15,9%, no primeiro trimestre de 2019, para 13,9% no segundo trimestre do ano, acumulando 2 pontos percentuais para o período. Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (15). O nível de ocupação é representado pelo percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar.

Na Região Metropolitana de Manaus, a queda da taxa de desocupação foi de 1,8% pontos percentuais com o primeiro trimestre registrando 18,3% e o segundo trimestre de 2019 registrando 16,5%. Na cidade de Manaus, essa queda foi de 1,7%. A taxa de desocupação marcou 19,4% no primeiro trimestre e 17,7% no segundo trimestre.



Em relação às outras unidades da federação, o Estado do Amazonas, com a taxa de desocupação de 13,9%, ocupou a 9ª posição dentre as maiores taxas. As maiores taxas registradas foram na Bahia (17,3%), Amapá (16,9%) e Pernambuco (16,0%). As menores foram em Santa Catarina (6,0%), Rondônia (6,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%).

Manaus no top 3 negativo

Já em relação às outras capitais, a taxa de desocupação registrada em Manaus (17,7%) está entre as 3 maiores junto com Salvador e Macapá, ambas também 17,7%. As menores taxas ficaram em: Florianópolis (7,5%), Goiânia (7,9%) e Campo Grande (8,0%).

Região Metropolitana

Em comparação às regiões metropolitanas (RM), a taxa de desocupação registrada em Manaus (16,5%) foi a 5ª maior. As maiores foram na Grande São Luís (19,5%), RM de Salvador (18,6%) e na RM de Macapá (18,2%). As menores taxas ficaram na RM de Florianópolis (7,9%), de Goiânia (8,6%) e Curitiba (10,0%).

Leve melhora no Estado

No Amazonas, no 2º trimestre de 2019, 54,5% das pessoas em idade de trabalhar estavam ocupadas. Esse percentual para a região metropolitana e município da capital foi de 55,2% e 54,5%, respectivamente. Esses resultados foram melhores que o primeiro trimestre de 2019.

Pessoas Ocupadas por Posição na Ocupação

No 2º trimestre de 2019 o número de pessoas ocupadas no estado do Amazonas foi de 1,62 milhão de pessoas, registrando aumento de 76.000 pessoas ocupadas em relação ao 1º.

No 2º trimestre de 2019, a posição de ocupação classificada como “empregado” apresentou, no estado do Amazonas, o maior número de pessoas ocupadas (869.000 pessoas). Sendo que destes, 551.000 pessoas estavam empregadas no setor privado. Houve queda do número de pessoas empregadas com carteira assinada (354.000 pessoas) e aumento de pessoas ocupadas sem carteira assinada (196.000) em relação ao 1º trimestre de 2019 (367.000 pessoas e 147.000 pessoas, respectivamente).

No 2º trimestre de 2019, 246.000 pessoas estavam ocupadas no setor público e 73.000 pessoas estavam ocupadas como trabalhador doméstico. No Amazonas, há 557.000 pessoas que trabalham por conta própria, sendo que 524.000 não possuíam CNPJ, ou seja, 94,10% estão na informalidade. O número de pessoas ocupadas como “empregadores” alcançou 43.000 pessoas.

Conforme o estudo, de um modo geral, o número de pessoas ocupadas no 2º trimestre de 2019 nessas posições de ocupação aumentou em relação ao 1º trimestre 2019. Apenas em posições bem específicas houve queda: por exemplo, empregado no setor privado com carteira assinada (de 367.000 pessoas no 1º trimestre para 354.000 pessoas no 2º trimestre), empregador com carteira assinada (de 28.000 pessoas no 1º trimestre para 23.000 pessoas no 2º trimestre) e conta própria com CNPJ (de 38.000 pessoas para 33.000 pessoas).

Grupamento de Atividade

Em relação ao número de pessoas ocupadas por grupamento de atividade, a administração pública e serviços sociais foi o grupo, no estado do Amazonas, que apresentou o maior número de pessoas ocupadas (306 mil pessoas), representando aumento de 1,32% em relação ao 1º trimestre de 2018 (302.000).

A agropecuária foi o segundo grupo que apresentou o maior número de pessoas ocupadas (290.000 pessoas), com aumento de 24.000 postos de trabalho em comparação ao 1º trimestre de 2019 (266.000 pessoas). Em terceiro foi o comércio que apresentou o maior número de pessoas ocupadas (289.000 pessoas). E em quarto foi a indústria (179.000 pessoas), com aumento de 17.000 pessoas ocupadas em relação ao 1º trimestre de 2019 (162.000).

Renda

No estado do Amazonas, a massa de rendimento de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no 2º trimestre de 2019 foi R$ 2,49 bilhões. As pessoas ocupadas na administração pública, educação, saúde humana e serviços sociais apresentaram o maior rendimento médio R$ 2.830, seguido pelo grupo da informação, comunicação e atividades financeiras (R$ 2.216) e indústria geral (R$1.875). Aqueles grupos com os menores rendimentos foram: agropecuária (R$ 498), serviços domésticos (R$ 727) e alimentação e alojamento (R$ 1.161).

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