Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019
Manaus

Taxistas cobram fiscalização na tentativa de inibir atuação de 'piratas' no trânsito de Manaus

Categoria tenta falar com prefeito Artur Neto para discutir como solucionar problema dos cerca de 700 táxis-piratas e fretes irregulares



1.jpg Na pauta de reivindicação também está o uso de táxis com placas pintadas, luminosas e sem a TA, emitida pela SMTU
12/05/2015 às 10:51

Taxistas da associação “Taxistas Unidos de Manaus” estão denunciam o crescimento do transporte clandestino em Manaus nos últimos meses. Eles protocolaram um ofício na Casa Civil, no fim do mês passado, para tentar agendar uma reunião com o prefeito Arthur Neto, mas ainda não receberam nenhum sinal para serem recebidos. Por conta disso, a categoria promete realizar uma manifestação na próxima quinta-feira, caso a prefeitura não os receba para discutir o problema.

Um dos representantes da associação, Wilson Fernandes, explicou que a clandestinidade  está tão grande que até carros particulares estão rodando na cidade transportando passageiros irregularmente. Outro problema, apontado por ele, é a quantidade de carros que fazem frete em feiras e supermercados. Além de transportar a carga, esses veículos também aproveitam para pegar passageiros, mesmo não tendo a placa vermelha e a concessão da prefeitura para circular.

A associação estima que pelo menos 300 táxis-piratas estejam “explorando” a cidade, mas para o Sindicato dos Taxistas, esse número pode chegar a 700.  “Os clandestinos estão pintando o carro de branco ou a placa cinza de vermelho e estão rodando à vontade. Às vezes, usam carros particulares para fazer esse tipo de transporte e a prefeitura não fiscaliza. Isso atrapalha o nosso serviço”, denunciou Wilson Fernandes.

Na carta protocolada na Casa Civil, no dia 30 de abril, os taxistas também alegam que os “piratas” estão oferecendo o transporte de passageiros utilizando placas luminosas, placa vermelhas e sem TA (numeração que indica a inscrição do taxista, junto a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos). Eles pediram para serem ouvidos em até 10 dias, caso contrário, tomariam “as providências que acharem necessárias”. Atualmente, pouco mais de 4 mil carros estão aptos para circular como táxi na capital.

Fiscalizações diárias

De acordo com o superintendente da SMTU, Pedro Carvalho, as fiscalizações são feitas diariamente pelo órgão e as multas para quem for pego em um táxi-pirata pode chegar a R$ 4 mil. No entanto, Carvalho destacou ser necessário aumentar o efetivo de fiscais e conta com o apoio da Polícia Militar para realizar as blitze. 
O superintendente afirmou, ainda, que aguarda a nomeação de um novo Diretor de Transportes, já que antigo, Waldir Frazão, deixou o cargo no início do mês passado.



“A SMTU não fiscaliza só táxi. Temos o transporte coletivo, o transporte escolar, fretes, mototaxistas, e fiscalizar tudo isso é um desafio muito grande. No entanto, estamos à disposição para conversar com a categoria”, afirmou.

Entre as alternativas apontadas pelo superintendente está  a criação de “selo” para identificar que um táxi está regularizado e a abertura de processos criminais contra motoristas que forem pegos em táxis-piratas. “A partir deste mês, além de multar, a SMTU também vai abrir processos contra taxistas piratas. Já para os selos, ainda não temos uma previsão de quando  vamos conseguir colocar em prática”, disse.

Fluxo é maior nos  horários de pico

Um dos pontos onde os taxistas piratas estão se “apoderando” é no Centro. De acordo com o taxistas Carlos Afonso, 52, que trabalha nas proximidades da feira  da Manaus Moderna, são vários os carros sem placa vermelha e sem TA que fazem  transporte de passageiros diariamente. Segundo ele, os piratas tentam, inclusive, invadir os espaços dos legalizados e causam prejuízos.

“A prefeitura está fazendo vista grossa, pois ninguém fiscaliza nada por aqui. A maioria os carros que ficam aqui na frente da Manaus Moderna estão transportando pessoas irregularmente. Além de fazer blitze, a prefeitura deveria fazer um trabalho de investigação para identificar quem são esses piratas”, avaliou ele que é taxista há mais de 20 anos.  Além do Centro, áreas com a Bola da Suframa, no Distrito Industrial, e Compensa, na Zona Oeste, estão sendo invadidas pelo transporte clandestino, principalmente em horários de pico, segundo os taxistas.

Cerca de 700 táxis piratas podem estar circulando na capital, mas alguns taxistas acreditam que esse número pode ser superior. A multa para quem for encontrado circulando em um carro não legalizado pode chegar a R$ 4 mil e o motorista ainda pode ser processado pelo município.


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