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Manaus
TAXISTAS

Taxistas protestam pedindo regulamentação de aplicativos de transporte em Manaus

Eles pedem “pé de igualdade” com os outros motoristas de transporte por aplicativo na cidade. Atualmente uma minuta tramita na PGM sobre o caso 27/11/2018 às 12:37 - Atualizado em 27/11/2018 às 13:23
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Foto: Winnetou Almeida
Karol Rocha Manaus (AM)

Taxistas de várias empresas e cooperativas fizeram um protesto na manhã de hoje (27) em frente à Prefeitura de Manaus, n avenida Brasil, Zona Oeste com intuito de chamar a atenção das autoridades e do poder público quanto a regulamentação de aplicativos de transporte particular.  Os taxistas pedem “pé de igualdade” com os outros motoristas de transporte por aplicativo.

“Há mais de 25 mil motoristas cadastrados na Uber e outros aplicativos e hoje, para cada um taxi, são 500 mil habitantes na categoria dos taxistas. Então, o que nós queremos é que se estabeleça o mesmo quantitativo ao táxi. A gente acha injusto por que são mais de 25 mil, cinco vezes mais que nossa categoria, tudo há um limite e o que queremos é esse limite”, explica Marcelo Neder, presidente da Organização das Cooperativa do Estado do Amazonas (OCB/AM).

Há uma minuta que regulamenta a modalidade de serviço, proposta pelo Executivo Municipal e enviado à Procuradoria Geral do Município (PGM). O próximo passo é que o projeto seja levado à Câmara Municipal de Manaus (CMM) e aprovado. “Essa minuta tinha um prazo de 180 dias e expirou no dia 4 de novembro. Está emperrado na PGM e o que queremos é celeridade aos trâmites, projeto esse que regulamenta os aplicativos”, acrescenta ainda.

Mailson Gomes, taxista há 25 anos, sente na pele a queda nas corridas por conta da concorrência. “Para nós, taxistas para funcionar, temos que ser todos regulares, todo vistoriado e nós temos uma quantidade certa de táxis, e nós não podemos fazer variação de veículo como o aplicativo faz. O que acontece hoje é muita gente de aplicativo é aventureiro, nós somos fixos e era isso que eu gostaria que a população entendesse. Caiu e muito nossas corridas, os nossos clientes nos abandonaram, corridas de ruas não encontramos mais”, reivindica ele.

Conforme o taxista, caso a regularização não seja acatada, a categoria deve acionar medidas judiciais. “Comparando com o final do ano passado quando não havia corridas, para o fim desse (ano) eu não espero melhoria. Muitos dos nossos taxistas auxiliares que pagam R$ 60 ou R$ 70 de diária passam necessidade. Se não conseguirmos na prefeitura, vamos procurar nossos direitos”, disse. “Precisamos que a prefeitura dê celeridade nisso, estamos aguardando há sete meses na PGR", afirmou.

Representantes das cooperativas de rádio táxi presentes na manifestação deverão ser recebidos pelo secretário Extraordinário de Articulação Política, Luiz Alberto Carijó, ainda hoje para reunião e conversa sobre próximos passos da regulamentação dos transportes por aplicativos, que pode ser colocada em vigor por meio de projeto de lei ou de decreto do executivo municipal.

A reportagem do Jornal A Crítica aguarda posicionamento da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) quanto os resultados da reunião e ainda quando à fiscalização pela Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) para que se cumpra a lei federal nº 13.640/2018, sancionada em março deste ano.

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