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Manaus
SAÚDE

Técnicos do Pronto-Socorro Joãozinho protestam contra atraso de salários

Servidores do hospital afirmam que estão há três meses sem receber e criticam condições de trabalho no local. Vigilantes também protestaram contra a ausência de pagamentos 06/10/2016 às 10:31 - Atualizado em 06/10/2016 às 14:42
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Servidores do hospital protestaram na manhã desta quinta-feira (6)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Cerca de 30 técnicos de enfermagem do Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste (Joãozinho) protestaram contra salários atrasados na manhã desta quinta-feira (6). Além dos pagamentos, eles relatam problemas como refeições ruins, falta do repasse de vale-transporte e remuneração de férias. No mesmo protesto, vigilantes também criticaram o atraso de salários por parte do Governo do Estado.  

Na manifestação, os servidores terceirizados chegaram a bloquear a avenida Cosme Ferreira. Eles fazem parte das cooperativas Salvare e Total Saúde, envolvidas na operação "Maus Caminhos", que investiga um esquema de desviou cerca de R$ 110 milhões da saúde do Amazonas.

“Tem gente que sustenta a casa, os filhos e não tem como cumprir suas responsabilidades. São 12 horas sem se alimentar direito, com apenas café preto e pão. Na hora do almoço é sopa. Ontem, por exemplo, comemos ovo no almoço. Isso é uma vergonha pra nossa situação”, disse a técnica Disney de Oliveira, 39.

A Susam informou que os servidores do Joãozinho fazem parte de uma empresa que está com as contas bloqueadas pela justiça. O órgão disse ainda que está trabalhando junto aos órgãos judiciais competentes para encontrar uma forma legal de realizar os pagamentos pelos serviços prestados pelos servidores dessa empresa.

Vigilantes

No mesmo protesto, vigilantes cobraram do governo um posicionamento para o atraso de seus salários. Segundo eles, os trabalhadores de empresas como a Global Service, Fortevip e Visam não recebem há três meses.

“Todas as empresas de segurança que funcionam nos postos do Estado estão com essa problemática de atraso de pagamento. Tem milhões pra ser desviados, tem dinheiro pra estar bancando campanha política de muita gente, e o dinheiro da educação? Segurança? Cadê esse dinheiro?”, declarou o diretor do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância de Manaus (Sindevam), Ângelo Oliveira.

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